Jornal defensor da valorização de Aveiro e da Região das Beiras
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“As pessoas não gostam de ser enganadas”


terça, 16 fevereiro 2016
Após 16 anos à frente da Junta de Freguesia de Codal, José Pinheiro saltou para a presidência da Câmara de Vale de Cambra na sequência das eleições autárquicas de 2013. Em entrevista ao Diário de Aveiro, o autarca do CDS diz que o município vive numa “situação de aperto” e que, nos últimos anos, foram criadas “falsas expectativas” aos cidadãos locais Diário de Aveiro: A dívida do município marcou o arranque do mandato. Qual a situação actual? José Pinheiro: Gostava de anunciar que as dívidas estão todas saldadas, mas não o posso fazer. Mas posso dizer que a situação financeira, depois de dois anos de muitos constrangimentos, está um bocado melhor. Conseguimos reduzir 35 por cento a dívida à banca, para 7,5 milhões, e a dívida a fornecedores reduziu cem por cento – quando chegámos, era de cerca de 2,3 milhões. A situação aflitiva melhorou consideravelmente, fruto de um esforço grande e agora deixámos de fazer orçamentos empolados, que era a prática corrente e criava falsas expectativas. Claro que não é fácil fazer a gestão municipal numa situação de aperto, mas se fosse fácil não era para mim. Tem de haver uma grande dose de realismo, até porque as pessoas não gostam de ser enganadas. E esta diminuição de dívida fez-se sem agravar impostos e taxas e até fazendo a sua redução. Conta chegar ao fim do mandato com as contas saudáveis? Vamos fazer um esforço nesse sentido. Nos dois primeiros anos, não fizemos muita obra, mas fizemos uma coisa que é fundamental: demos resposta às pequenas necessidades da população, em muitos casos honrando compromissos com oito ou dez anos. Temos estado a fazer as pequenas obras de proximidade.
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