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Donald Trump nomeia subdirectora da CIA agente envolvida em torturas


sexta, 03 fevereiro 2017
O presidente dos Estados Unidos nomeou Gina Haspel para o cargo de subdirectora da CIA, investigada pelo Senado por actos de tortura quando chefiava uma cadeia clandestina na Tailândia. Haspel, 60 anos, trabalhou como agente infiltrada durante a maior parte da carreira e desempenhou um papel central na implementação do programa extrajudicial dos Estados Unidos que visava a captura, prisão e interrogatórios a suspeitos de terrorismo, após os atentados de 11 de Setembro de 2001 contra Nova Iorque. A nova subdirectora da CIA, chefiada por Mike Pompeo, dirigiu na Tailândia o primeiro desses centros de detenção clandestinos dos Estados Unidos conhecidos como “black sites”. Haspel esteve presente em pelo menos dois interrogatórios em que foram utilizadas técnicas de tortura a dois alegados membros da Al Qaeda, Abu Zubaydah e Abd al Rahim al Nashiri, de acordo com os dados de uma investigação do Senado norte-americano. Segundo documentos divulgados nos Estados Unidos, Zubaydah foi submetido 83 vezes à técnica de tortura “waterboard”, através da utilização de água e que simula o afogamento, impedindo o prisioneiro de respirar. Gina Haspel é também apontada como responsável pela destruição das gravações, em 2005, do registo das sessões de tortura a que foram submetidos os prisioneiros detidos no centro de detenção clandestino na Tailândia. O desaparecimento das gravações, em 2013, impediu a promoção de Gina Haspel a directora das operações clandestinas dos serviços de informações norte-americanos, um cargo que tinha de ser confirmado pelo Senado dos Estados Unidos. Recentemente, o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que a “tortura funciona” e que considera voltar a autorizar formalmente as técnicas de interrogatório de prisioneiros.