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Situação em Coimbra continua instável

Obras de reparação do troço da A1 estão em curso, mas Brisa diz que não há previsões para conclusão

As obras de reparação do troço da Autoestrada 1 (A1), que desabou na passada quarta-feira após o rebentamento de um dique e a subsequente escavação dos solos do aterro, devido ao débito excecional de água no rio Mondego, estão em curso, mas ainda sem previsão de conclusão, informou ontem a concessionária Brisa.
Em causa está a interrupção de um troço da A1 junto ao nó de Coimbra Sul, entre os quilómetros 198 e 189. Segundo a concessionária, os trabalhos de estabilização do aterro materializam-se em duas fases, a primeira focada no sentido Norte-Sul e a segunda focada no sentido Sul-Norte. A empreitada em curso consiste na utilização de material rochoso para «suster a erosão da infraestrutura (enrocamento) no sentido Nor­te-Sul».
O dique em questão, localizado na margem direita do rio Mondego, nos Casais, terá rebentado na quarta-feira pelas 17.45 horas, segundo o presidente da Associação de Agricultores do Vale do Mondego, João Grilo.

Subida acentuada do nível da água em Montemor-o-Velho
A água acumulada nos campos agrícolas do Baixo Mondego, potenciada pelo rebentamento da margem direita do canal principal do rio, subiu ontem cerca de meio metro junto a Montemor-o-Velho em cerca de quatro horas.
A agência Lusa constatou a subida das águas na zona sudeste desta vila, junto à localidade de Casal Novo do Rio, que cobriu totalmente os acessos ao centro náutico local e tapou sinalização de trânsito. O município alertou para o «risco elevado de inundação», abrangendo também Montemor-o-Velho, Lavariz e Ereira. A Câmara de Montemor-o-Velho pediu à população que preparasse um kit de emergência.

Dique no rio Arunca está a ser reforçado
Um dique da margem direita do rio Arunca, na localidade de Vila Nova de Anços, concelho de Soure, começou ontem a ser reforçado devido ao aparecimento de três fissuras, tendo sido retiradas quatro famílias.
João Paulo Contente, comandante dos Bombeiros Voluntários de Soure, explicou à Lusa que os três pontos estavam a ser estabilizados. Para o efeito está a ser usado «pó de pedra, areia, neste caso areia com pedras, no sentido de reforçar o dique, porque a cota está mui­to alta».
Em caso de quebra, o maior risco, disse o comandante, é a inundação de uma rua da localidade de Vila Nova de Anços.

Locais de apoio a funcionar
Os locais de apoio de Coimbra destinados a receber população retirada de zonas de risco de cheia estavam a acolher, ontem, 106 pessoas, 83 das quais de lares de idosos, segundo fonte da proteção civil municipal.

Fevereiro 13, 2026 . 09:00

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