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Salvador Malheiro e Quim Barreiros juraram defender o bacalhau

Museu Marítimo de Ílhavo acolheu a cerimónia solene do XXVII Capítulo da Confraria do Bacalhau, que reuniu 58 congéneres de todo o país, Espanha e Luxemburgo

O Museu Marítimo de Ílhavo foi, ontem, palco da celebração do XXVII Capítulo da Confraria Gastronómica do Bacalhau, um momento marcante da vida cultural, social e gastronómica do concelho, que reuniu mais de meia centena de confrarias nacionais e internacionais.

Ao todo, estiveram presentes 58 confrarias, incluindo representantes de Espanha e do Luxemburgo, numa cerimónia solene que reforçou Ílhavo como território profundamente ligado à história da pesca do bacalhau e à identidade marítima portuguesa.

A sessão solene ficou marcada pela entronização do cantor Quim Barreiros e do Secretário de Estado das Pescas e do Mar, Salvador Malheiro, antigo presidente da Câmara Municipal de Ovar, como Confrades de Honra, distinção que reconhece o seu percurso e contributo para a cultura, a identidade portuguesa e a ligação ao mar.

Enaltecer a história do concelho

Na sua intervenção, o presi­den­te da Câmara de Ílhavo, Rui Dias, destacou o simbolismo do local que acolheu a cerimónia, sublinhando que o Museu Marítimo é «uma casa de memórias das vidas dos nossos heróis do mar», evocando os homens que «dedicaram as suas vidas à pesca do bacalhau à linha e à construção naval», numa epopeia que «honra a nossa história marítima e contribuiu de forma notável para o imaginário de robustez e encanto do homem português».

O autarca frisou, ainda, que a gastronomia é muito mais do que um património culinário, afirmando que «nas mil e uma formas de cozinhar o bacalhau, a gastronomia é também uma forma de culto, que promove o conhecimento, a amizade e a fra­ternidade entre os povos», valorizando o papel das con­fra­rias na preservação da memória coletiva e das tradições locais.

Rui Dias deixou palavras de especial apreço aos novos confrades, considerando que «não podíamos ter escolhi­do melhor», descrevendo Salvador Malheiro como «um símbolo maior dos responsáveis da história do mar» e elogiando Quim Barreiros pela sua capacidade de «brincar com as palavras, com a nossa língua portuguesa, trazendo alegria e histórias absolutamente hilariantes», acrescentando que a sua presença na confraria representa «um registo de superioridade intelectual e de alegria partilhada», afirmou.

«A capital portuguesa do bacalhau»

Por sua vez, o Grão-Mestre da Confraria Gastronómica do Bacalhau, Nuno Cardoso, começou por agradecer o apoio continuado da Câmara Municipal de Ílhavo, afirmando que o município tem sido, ao longo dos últimos 27 anos, «um parceiro incondicional, sempre disponível, que nos abre portas e nos ajuda a crescer e a honrar a nossa missão».

Assumindo o compromisso de continuar a afirmar Ílhavo no panorama nacional, Nuno Cardoso garantiu que a confraria tudo fará para que o concelho seja «inquestionavelmente a capital portuguesa do bacalhau», sublinhando que a missão da Confraria «sempre foi clara: preservar tradições, promover o património gastronómico e cultural ligado ao bacalhau e garantir que este legado, profundamente enraizado na alma portuguesa, seja transmitido às gerações futuras».

O Grão-Mestre destacou, ain­da, os valores que norteiam a instituição, sendo «a amizade, a partilha, o rigor, a lealdade e o serviço à comunidade», referindo que a entronização de Quim Barreiros e Salvador Malheiro representa «um momento de elevado significado confrádico», que reforça o espírito e a continuidade da confraria. |

Janeiro 25, 2026 . 10:00

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