
«É à junta de freguesia que as pessoas vêm bater à porta»
O novo executivo da Junta de Freguesia quer fazer um trabalho «de continuidade». Em entrevista, fala dos problemas e oportunidades de São Bernardo.
Diário de Aveiro: Como têm sido os seus primeiros meses como presidente da Junta de Freguesia?
Pedro Mónica: Tem sido um tempo de habituação, de adaptação. Eu já tinha mais ou menos uma ideia do que era necessário mas só depois de tomarmos o cargo é que começamos a sentir na pele as responsabilidades a que este cargo obriga. Mas está a correr bem.
Já tinha alguma experiência autárquica mas não em funções executivas. Essa transição tem sido fácil?
Obriga a despender mais tempo, tanto na própria junta como também nas responsabilidades da representação da instituição.
Como é que olha para o trabalho do seu antecessor?
O trabalho do Henrique foi um trabalho de continuidade. Foi um trabalho que ele começou em 1998 com o Élio Maia. Foi criada uma dinâmica que o Henrique, nos mandatos dele, também consolidou ao nível da gestão ou da delegação de competências que a Câmara de Aveiro nos deu. Temos obras que foram realizadas através da delegação de competências que alteraram um bocadinho a vida de São Bernardo, como o Parque Aventura nas Cilhas, a renovação da fonte do Rio do Neto, alguns trabalhos nos parques infantis, coisas que por vezes passam despercebidas. Uma das coisas que eu noto é que a junta de freguesia não é tanto a parte da obra, é mais a proximidade à população. É à junta de freguesia que as pessoas, quando têm dificuldades, vêm bater à porta. E nós temos que estar disponíveis e tentar ajudar naquilo que nos é possível, porque também estamos limitados em algumas coisas.
Este será um mandato de continuidade?
É de continuidade porque São Bernardo tem vários projetos que só podem ser concluídos e executados com o apoio da Câmara e é meu dever continuar a insistir com a Câmara para que sejam realizados. A Câmara, nos anteriores mandatos, teve que resolver uma situação que estava pendente há muitos anos, o pavilhão do Centro Desportivo de São Bernardo, que passou a ser municipal e já está a funcionar com outras condições. Mas há um trabalho ainda a ser feito em coordenação com o próprio Centro Desportivo. E a Junta pretende ser um parceiro, uma ponte, para que aquele espaço seja aproveitado devidamente.
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