
CETA abre o ano com João Garcia Miguel em palco
Intitulado “O amor é fodido”, de João Garcia Miguel, o espetáculo estará em cena nos próximos dias 23 e 24, às 21h30 e com bilhetes já disponíveis. Com um toque de humor negro, o espetáculo em que o “stand-up” e o teatro de personagem se misturam, debruça-se sobre um tema transversal: o “amor” para um público adulto. Esta produção da Companhia João Garcia Miguel tem como ponto de partida o romance de Miguel Esteves Cardoso e conta com a direção artística, adaptação e interpretação de João Garcia Miguel.
«Será a visão do intérprete sobre este sentimento diferente da que o escritor sentia nos anos 90? Será exaltada a ideia do autor como aquele explicava a forma dolorosa de como é o amor? Será que é o amor que nos salva ou o que nos mata?» Estas são algumas das questões que o ator irá abordar e desafiar o público a refletir
O preço dos bilhetes é de 7 euros para adultos e 5 euros para estudantes ou sócios e a reserva de bilhetes pode ser feita aqui: https://forms.gle/ n9BAySjce5qLJb9Y9 https://www.facebook.com/acompanhiajgm?locale=pt_PT.
Proposta multidisciplinar
Com um percurso artístico singular no contexto das artes performativas, João Garcia Miguel tem uma formação académica onde as Belas Artes se cruzam com a Comunicação e a Cultura, e talvez consequência disso mesmo, as suas experiências artísticas integram a performance, as instalações e o teatro. Em 2002 criou a Companhia JGM, tendo nela, com a peça Yerma, ganho o prémio de melhor espectáculo da SPA ( Sociedade Portuguesa de Autores) em 2014.
Em “O amor é fodido”, João Garcia Miguel surge em grau de exposição máxima, sem truques de luz, sem aparatos, servindo-se da natureza da personagem, dos seus movimentos peculiares, «entre o narrador que conta a história e o personagem que é sugado, numa espécie de catarse dramática, para dentro da narrativa que transporta». Um espetáculo que quer levar o espetador para dentro da construção dramatúrgica.
Teatro, instrumento de agitação e reflexão
De acordo com o ator, «o teatro é um instrumento de intervenção muito importante, mesmo muito importante, e por isso há que voltar a experimentar, há que voltar a arriscar, há que tentar misturar o “stand-up” com o teatro, que nem é bem “stand-up”, mas é algo que, na verdade, interpela, vai, arrisca, que sai desta quarta parede, aproveitando aquilo que é a temática do próprio texto, aquilo que nele é elástico, é flexível», acrescentando que «pode invadir, pode ser invadido, pode falhar, pode fazer outras coisas. Acho que hoje em dia é muito significativo voltarmos a poder sentir que o teatro é mais qualquer coisa do que só a gente ir para um sítio, ficar ali defendido, em que nós sabemos que não vai acontecer nada. O teatro é uma coisa perigosa, o teatro é uma coisa que continua a ter uma potência de influenciar a nossa vida, os nossos sonhos, a maneira como nós ouvimos, como falamos, como pensamos».












