
PSI em baixa com Mota-Engil a liderar as perdas ao cair 1,65%
A bolsa de Lisboa negociava hoje em baixa, com a Mota-Engil a liderar as perdas, depois de a Agência Portuguesa do Ambiente chumbar as alterações que o consórcio liderado pelo grupo queria fazer à linha de alta velocidade.
Cerca das 09:30 em Lisboa, o PSI mantinha a tendência da abertura e baixava 0,39% para 8.159,53 pontos, contra um novo máximo de 8.484,01 pontos verificado em 05 de novembro, com 11 'papéis' a descer, um a subir (Sonae, 0,37% para 1,61 euros) e quatro a manter a cotação (EDP em 3,86 euros, Ibersol em 9,90 euros, Jerónimo Martins em 20,24 euros e REN em 3,17 euros).
As ações da Mota-Engil recuavam 1,65% para 5,07 euros, um dia depois de a APA ter chumbado as alterações que o consórcio AVAN Norte queria fazer à linha de alta velocidade, nomeadamente alterar a estação de Gaia e construir duas pontes, segundo uma decisão a que a Lusa teve acesso.
De acordo com a Decisão sobre a Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (DCAPE), a APA pronunciou-se pela "não conformidade ambiental do projeto de execução para os subtroços STA4 e STA5", entre Espinho e Porto, mas pela conformidade dos troços até sul (Oiã, concelho de Oliveira do Bairro), "condicionado ao cumprimento das condições previstas na presente decisão".
Assim, a APA chumba as alterações que o consórcio AVAN Norte (Mota-Engil, Teixeira Duarte, Alves Ribeiro, Casais, Conduril e Gabriel Couto) queria fazer ao traçado, sobretudo nos concelhos de Vila Nova de Gaia e do Porto, face ao que tinha assinado no contrato com a Infraestruturas de Portugal (IP), nomeadamente a deslocalização da estação de Gaia de Santo Ovídio para Vilar do Paraíso e a construção de duas pontes em vez de uma rodoferroviária sobre o rio Douro.
Nas perdas, seguiam-se a Semapa, BCP e Teixeira Duarte, que também se desvalorizavam, designadamente, 1,21% para 20,45 euros, 1,03% para 0,88 euros e 0,91% para 0,66 euros.
Com a mesma tendência, as ações dos CTT cediam 0,60% para 7,35 euros, bem como as da EDP Renováveis e da Galp que recuavam ambas 0,59% para 11,72 euros e para 14,31 euros.
As ações da Altri e da Corticeira Amorim também desciam, designadamente 0,34% para 4,37 euros e 0,30% para 6,59 euros.
As outras duas ações que desciam de cotação eram as da NOS (-0,25% para 3,98 euros) e as da Navigator (-0,13% para 3,07 euros).
As principais bolsas europeias estavam hoje mistas, na última sessão completa da semana, pois os mercados operarão na quarta-feira apenas meia sessão, e no dia de Natal e na sexta-feira não abrirão.
O interesse do mercado nesta sessão centra-se nos dados do Produto Interno Bruto (PIB) de Espanha e dos EUA e no caso deste último país, serão conhecidos hoje antes da abertura de Wall Street.
No caso da Espanha, o PIB refletiu que a contração do setor externo moderou o crescimento da economia espanhola no terceiro trimestre para 0,6%, menos uma décima que no trimestre anterior, e reduziu numa décima, para 0,7%, o crescimento do segundo trimestre.
Os futuros de Wall Street avançam com leves quedas, que são de 0,02% para o Nasdaq e o Dow Jones, depois de os índices terem fechado em alta na segunda-feira, impulsionados pelas ações ligadas à Inteligência Artificial (IA).
Entretanto, no meio das tensões geopolíticas entre os EUA e a Venezuela, o preço do ouro volta a situar-se em zona de máximos históricos, e após atingir os 4.497,6 dólares a onça, a esta hora sobe 0,94%; e situa-se em 4.486,3 dólares, enquanto a prata também sobe 0,56%, para 69,45 dólares, embora tenha chegado a aproximar-se dos 70 dólares, concretamente o preço da onça situou-se em 69,99.
O Brent, o petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em fevereiro de 2026, está a avançar, para 62,14 dólares, contra 62,07 dólares na sessão anterior.
O euro subia para 1,1782 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1758 dólares na segunda-feira e o novo máximo de quatro anos, de 1,1865 dólares, verificado em 16 de setembro.












