
Museu do Brincar fecha e tem destino incerto
O presidente da Câmara de Vagos anunciou ontem que o Museu do Brincar irá encerrar «o mais rapidamente possível», alegando que as infiltrações no mercado municipal «estão a danificar o espólio». Para já o acervo será transferido para outro local, ficando em aberto qual será futuramente o seu destino.
A coleção de 12.500 peças foi adquirida em 2022 ao Grupo Cénico Arlequim por 265 mil euros. A instituição, porém, ficou responsável pela gestão do museu, que funcionou no Palacete dos Viscondes de Valdemouro e entretanto foi mudado para o mercado municipal, por força das obras de reabilitação em curso naquele edifício. Ontem a autarquia agora liderada por Rui Cruz aprovou a intenção de fazer cessar e não renovar o contrato com a associação.
Segundo o autarca do PSD, a Câmara está a estudar outras localizações mas nesta fase o espólio «dificilmente» ficará disponível ao público.
O que não significa, de acordo com Rui Cruz, que o Museu do Brincar não venha a reabrir num espaço próprio. Para já, a edilidade irá fazer obras no mercado e avaliar se tem condições de «arquitetura e funcionalidade» para acolher a coleção de brinquedos. Caso contrário, a Câmara poderá instalar o acervo num «edifício próprio, desenhado para esse efeito», dispondo de espaço interior e exterior. Esse era, de resto, o «projeto inicial» do município, nunca concretizado.
Em declarações à margem da reunião camarária de ontem, o edil social-democrata lembrou que a Câmara chegou a ter planos para acomodar o museu no anterior centro de saúde de Vagos. O imóvel seria dividido em dois blocos, um para o museu e outro para a Banda Vaguense. No entanto, o projeto foi abandonado.
O autarca deu ainda conta que irá ser contratada uma entidade externa para avaliar o acervo do museu, o que «devia ter sido feito antes da aquisição», em 2022.












