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The Paperboats navegam de regresso a casa

Depois de quase 15 anos afastados dos palcos, os The Paperboats voltam para um concerto especial na Fábrica das Ideias, na Gafanha da Nazaré, que será sobretudo um reencontro de amigos, memórias e canções que marcaram uma geração

Diário de Aveiro: Após quase 15 anos de ausência, como surgiu a decisão de voltarem aos palcos agora? Sentem que o vosso “som” mudou ao longo destes anos?
Pedro Menano (baterista): Bem, isto vai ser mais um concerto especial do que propriamente um regresso. Pretendemos que seja um reencontro de amigos, subir ao palco, matar saudades e tocar a música que fazíamos há uns bons anos. O evento “The Paperboats - Reunion” é mesmo só para este concerto, agendado para sexta-feira. Se o som mudou? Diria que sim, para melhor! Mas pronto, sou suspeito. Quem vier ouvir é que vai poder dizer da sua justiça.

O concerto de reunião acontece “em casa”, onde o vos­so caminho começou a ser construído. Que significado tem para vocês regressarem precisamente aqui?
Quase tudo começou na Gafanha da Nazaré. Um dia apresentaram-me o Paul como “um rapaz de Londres que an­da a formar uma banda”, e pronto: ensaio marcado na minha casa, e a partir daí a coisa ganhou vida.
Tem muito peso regressar aqui. Foi onde a banda deu os primeiros passos, onde tínhamos amigos a puxar por nós e a vibrar com cada conquista. Para mim, é ainda mais especial, porque eu cresci na Gafanha da Nazaré, sou “gafanhão” de raiz. Estou ansioso e algo emocionado em voltar a casa, mesmo que seja por um dia.

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Setembro 14, 2025 . 10:00

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