
The Paperboats navegam de regresso a casa
Diário de Aveiro: Após quase 15 anos de ausência, como surgiu a decisão de voltarem aos palcos agora? Sentem que o vosso “som” mudou ao longo destes anos?
Pedro Menano (baterista): Bem, isto vai ser mais um concerto especial do que propriamente um regresso. Pretendemos que seja um reencontro de amigos, subir ao palco, matar saudades e tocar a música que fazíamos há uns bons anos. O evento “The Paperboats - Reunion” é mesmo só para este concerto, agendado para sexta-feira. Se o som mudou? Diria que sim, para melhor! Mas pronto, sou suspeito. Quem vier ouvir é que vai poder dizer da sua justiça.
O concerto de reunião acontece “em casa”, onde o vosso caminho começou a ser construído. Que significado tem para vocês regressarem precisamente aqui?
Quase tudo começou na Gafanha da Nazaré. Um dia apresentaram-me o Paul como “um rapaz de Londres que anda a formar uma banda”, e pronto: ensaio marcado na minha casa, e a partir daí a coisa ganhou vida.
Tem muito peso regressar aqui. Foi onde a banda deu os primeiros passos, onde tínhamos amigos a puxar por nós e a vibrar com cada conquista. Para mim, é ainda mais especial, porque eu cresci na Gafanha da Nazaré, sou “gafanhão” de raiz. Estou ansioso e algo emocionado em voltar a casa, mesmo que seja por um dia.
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