
Exposição “Terra Inesgotável” abriu ao público no Museu do Calçado
A exposição “Terra Inesgotável” está patente no Museu do Calçado, propondo uma reflexão sobre a riqueza do património têxtil artesanal em Portugal e na lusofonia, através do design de calçado.
Com curadoria de Pedro Carvalho de Almeida, em parceria com o designer Abhishek Chatterjee, a mostra apresenta uma retrospetiva do seu trabalho nos últimos 10 anos, centrado na relação entre o desenvolvimento experimental de calçado e a regeneração de culturas de produção artesanais autóctones.
As peças incluídas nesta exposição celebram o saber-fazer ancestral e a diversidade de matérias-primas naturais, locais e sustentáveis, trabalhadas segundo técnicas tradicionais.
Para o presidente da Câmara Municipal de S. João da Madeira, Jorge Vultos Sequeira, “Terra Inesgotável” ganha um especial significado por acontecer "numa cidade cuja identidade está intimamente ligada à indústria do calçado", contribuindo para "alargar a compreensão deste setor, cruzando inovação, cultura e sustentabilidade".
Com título retirado da obra "Viagem a Portugal", de José Saramago, a exposição parte de um conjunto selecionado de práticas têxteis de diferentes regiões do país, estabelecendo pontes com a lusofonia e dando visibilidade a expressões originárias da Guiné-Bissau, de Timor-Leste ou de Moçambique.
A exposição, patente até ao dia 19 de outubro, é a primeira do Museu do Calçado com uma curadoria externa, e fala da “terra da imagem, da materialidade e da cultura", sendo um lugar de "pensamento crítico, colaborativo e explorativo", com uma "natureza profundamente processual e generativa".
A abertura ao público de "Terra Inesgotável" ficou ainda marcada pelo lançamento do respetivo catálogo, um trabalho da designer Débora Pinguinha, com conteúdo informativo e ilustrado com fotografias alusivas ao projeto e às peças expostas.
A diretora do Museu do Calçado, Sara Paiva, revelou ainda que um dos pares de sapatos em exposição será doado à instituição.












