
Os seis Mártires da Liberdade não serão esquecidos
Junto ao monumento erguido pelo Clube dos Galitos, em 1909, foram homenageados, ontem, os seis aveirenses mártires, por defenderem a liberdade até à morte, em 1828, durante a revolução liberal, num dia, a 16 de maio daquele ano, em que enfrentaram o regime absolutista e avançaram até ao Porto. Rogério Carlos, vice-presidente da Câmara de Aveiro, classificou o Dia dos Mártires da Liberdade como um momento de «grande significado», e lembrou que «foi aqui, em Aveiro, que tudo começou, mas dá-se destaque ao Porto...».
A história estava contada numa exposição instalada na Praça Joaquim Melo Freitas, para conhecer aquela parte da história de Aveiro e do país, e os nomes do mártires voltaram a ser ditos: Francisco Manuel Gravito da Veiga e Lima, Francisco Silvério de Carvalho Magalhães Serrão, Clemente Melo Soares de Freitas, Manuel Luís Nogueira, Clemente de Morais Sarmento e João Henriques Ferreira.
O programa da homenagem incluiu a colocação de uma coroa de flores na base do obelisco em “Memória dos aveirenses que sofreram pela liberdade”.
“Liberdade” foi a palavra mais ouvida durante a cerimónia, que o vice-presidente disse ser um valor «a cuidar, que se deve lutar por ele e não dá-lo como adquirido». Esse e o «respeito», e, por falar nisso, «temos de nos respeitar», disse, apontando para a ação de vandalismo na madrugada desta quinta-feira sobre o monumento alusivo à muralha da cidade, nas imediações da Sé.
Para todos saberem uma parte importante da história de Portugal e do envolvimento de aveirenses em momento-chave, a exposição irá passar pelas escolas do município para os jovens «conhecerem o que aconteceu há 197 anos», disse Rogério Carlos.
Outra intervenção foi a do Grão Mestre do Oriente Lusitano, Fernando Cabecinha, que disse a todos que «podem contar» com a maçonaria para «defender a liberdade».












