
Chefs on Fire transforma Parque Infante D. Pedro em cozinha improvisada
Fardos de palha, sofás, mesas corridas debaixo da pérgula, mantas estendidas na relva, uma velha cama metálica encostada ao tronco de uma árvore tão frondosa que a sua sombra se derrama por um perímetro de vários metros - todos os sítios e todos os suportes servem para comer no Chefs on Fire, um evento gastronómico que, a troco de 150 mil euros, Aveiro recebe pela quarta vez.
Maria Teresa, de 74 anos, e Pedro Coelho, de 70, participam pela primeira vez. «Viemos da Figueira da Foz de propósito», explica ele. «Está tudo muito bom, é para repetir», acrescenta ela. «Gosto de cozinhar e vir aqui deu-me ideias novas».
Por três dias – até amanhã -, a área superior do Parque Infante D. Pedro transforma-se numa cozinha e numa sala de refeições improvisadas. O festival distingue-se por uma particularidade: os cozinheiros convidados, quatro em cada dia, cozinham no fogo, pelo que, distribuídas pelos quatro vértices do recinto, grandes fogueiras fornecem o calor necessário à confeção dos vários pratos. Entrecosto e carmencitas (por João Covas), cachaço de bacalhau e estufadinho de tomate assado (Rita Magro), arroz crocante e legumes de verão (Aurora Goy) e rabanadas to l’anho (Lídia Brás) foram as propostas do primeiro dia. No total, segundo a organização, serão servidas 4.500 doses de comida durante os três dias.
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