
Quando a água salgada entrou na marinha, fez-se uma festa
Simbolicamente, quase ninguém a ver, João Banca, o marnoto da Troncalhada, botou ontem a marinha a sal para a água entrar nos cristalizadores. Como se fosse a primeira vez na safra deste ano, mas já o tinha feito antes, por isso já havia sal na eira. É que ontem era o “Dia aberto nas marinhas de sal - Botadela” que a câmara promoveu em várias marinhas de Aveiro: na Troncalhada, Grã-Caravela, Senitra, Noeirinha, Pajota e Santiago da Fonte, numa «celebração dedicada ao património salícola, à preservação das tradições e à valorização da identidade cultural e natural do território». Abriu os cristalizadores entre a performance teatral “Janelas de Sal”, de Ana Salgueiro, do CETA, e Claudinei Garcia, do Gemda Dance Hub, que integrou o programa do Dia Aberto.
Uma história mais antiga que a dos turistas
A performance contou «uma história mais antiga» do que a do dia de um turista em Aveiro que vê moliceiros, prova ovos-moles e olha para as gaivotas. «Não é difícil inventar histórias sobre Aveiro», ouviu-se durante as “Janelas de Sal”, mas «há uma mais antiga do que todas». Não a das «palavras» e «monumentos de pedra e cal, mas a do sal com «beleza na resistência, naquilo que exige tempo».
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