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Incêndios: Mais de 1.400 operacionais no combate a seis principais fogos

Portugal continental registava, pelas 14:00 de hoje, “seis ocorrências significativas” de incêndios rurais, mobilizando no combate 1.420 operacionais, 449 veículos, 15 meios aéreos, destacando-se o fogo em Vouzela, que obrigou à evacuação de aldeias, segundo a Proteção Civil

Num ponto de situação feito à agência Lusa, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) indicou que o incêndio que gera maior preocupação é o de Vouzela, no distrito de Viseu, que deflagrou na madrugada de quinta-feira e que mobiliza o maior número de efetivos no combate.

De acordo com o oficial de operações no Comando Nacional da ANEPC, Pedro Araújo, o fogo em Vouzela, que deflagrou na localidade de Tourelhe, estava a ser combatido, pelas 14:00 de hoje, por 986 operacionais, apoiados por 324 veículos e 11 meios aéreos.

Deste incêndio, já resultaram cinco feridos, três bombeiros, considerados feridos ligeiros, e dois civis, ambos com ferimentos graves no âmbito do combate ao fogo, um que ficou queimado e outro que caiu de uma carrinha que transportava depósitos de água, tendo todos sido encaminhados para hospitais, indicou o responsável da ANEPC.

Relativamente a este incêndio de Vouzela, há algumas localidades a merecerem especial atenção, nomeadamente Bolfiar, Chã, Carvalhal, Vermilhas, Cambra e São Tiaguinho, uma vez que uma das frentes deste fogo está a dirigir-se para estas povoações, adiantou Pedro Araújo, acrescentando que estas aldeias são de reduzida dimensão, mas que têm algumas habitações.

Além de o posicionamento de meios dos bombeiros nestas localidades, parte da população foi retirada e deslocada para zonas de acolhimento, informou o oficial de operações da ANEPC.

“Não temos ainda informação de casas ardidas ou de danos causados nas habitações”, afirmou Pedro Araújo, acrescentando que há registo de “um veículo dos bombeiros de Campo de Besteiros que ardeu parcialmente”.

Vouzela e o concelho vizinho de Águeda, onde o fogo também chegou, ativaram os planos municipais de emergência, informou.

Outras das ocorrências significativas, segundo a ANEPC, são dois fogos na sub-região do Tâmega e Sousa, um em Castelo de Paiva, distrito de Aveiro, e outra em Nespereira, no concelho de Cinfães, distrito de Viseu, que têm empenhados, respetivamente, 92 operacionais, com 24 veículos e um meio aéreo, e 76 operacionais, com 26 veículos.

De acordo com a Proteção Civil, estes dois incêndios lavram em zona de mato e “estão a ser influenciados pelo vento e pelas temperaturas elevadas que se fazem sentir”, não havendo, até ao momento, informação de feridos, nem de danos em infraestruturas.

Há também um incêndio na Póvoa do Lanhoso, distrito de Braga, numa zona de mato, que mobiliza 71 operacionais, com 21 veículos e dois meios aéreos, indicou a ANEPC, destacando ainda o fogo na povoação de Viatodos, em Barcelos, distrito de Braga, em povoamento florestal, que está a ser combatido por 117 operacionais, com 38 veículos.

Por último, a ANEPC realçou um incêndio na região de Coimbra, concretamente em Montemor-o-Velho, que teve início pelas 13:23 de hoje, junto à autoestrada do litoral, mobilizando 78 operacionais, 16 veículos e o meio aéreo.

“É um incêndio que está com um comportamento errático, está com uma evolução significativa e estão a ser reforçados os meios neste teatro de operações”, disse Pedro Araújo, no ponto de situação pelas 14:00.

Quase todo o território de Portugal continental enfrenta hoje perigo máximo ou muito elevado de incêndio, com exceção de meia dúzia de municípios do litoral, segundo o segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Na quinta-feira, o Governo declarou situação de alerta devido às altas temperaturas, pelo menos até ao final do dia de segunda-feira.

Julho 3, 2026 . 17:30

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