
Carminho encerra esta edição do Festival dos Canais com um concerto no cais
O sétimo álbum da carreira de Carminho reforça a profunda dedicação da artista na permanente descoberta do Fado em todas as suas formas. Inspirada na voz, na figura feminina e na plasticidade do género, a artista abre a porta à convivência da música experimental no seio emocional do Fado, prometendo um concerto em Aveiro (hoje, às 19 horas, no Cais da Fonte Nova) que «não deixará ninguém indiferente».
A artista cresceu rodeada pelo som das guitarras e das vozes de Fado, sendo filha da renomada fadista Teresa Siqueira. Cantou pela primeira vez em público aos 12 anos, no Coliseu dos Recreios. Em 2009, lançou “Fado”, o seu primeiro álbum, que atingiu a platina.
Em 2011, tornou-se a primeira artista portuguesa a alcançar o topo das tabelas espanholas, ao colaborar com Pablo Alborán em “Perdóname”.
No ano seguinte lança “Alma”, o seu segundo álbum. Depois de percorrer as principais salas da Europa e do mundo, concretizou o sonho de gravar com Milton Nascimento, Chico Buarque e Nana Caymmi, o que levou a uma reedição brasileira do álbum com três temas inéditos.
Em 2014, lança o seu terceiro álbum, “Canto”, e a sua ligação com o Brasil tornou-se ainda mais profunda. Este disco marcou a sua primeira colaboração com Caetano Veloso e o seu filho mais novo, Tom. Em 2016, foi convidada pela família de Antônio Carlos Jobim, uma lenda incontornável da música brasileira, para gravar o seu quarto álbum, “Carminho Canta Tom Jobim”.
Lançado em 2018, “Maria” é o quinto álbum de Carminho, no qual assimila as suas raízes fadistas com uma visão contemporânea. Em 2023, lança “Portuguesa”, reafirmando a sua identidade artística.
O ano foi marcado por momentos significativos, incluindo a interpretação da sua composição original “Estrela” para o Papa Francisco, na Jornada Mundial da Juventude, e o convite dos Coldplay para cantar o fado “Coimbra”, ao lado de Chris Martin e Bárbara Bandeira, em Coimbra.
A sua afirmação como uma das artistas portuguesas mais internacionais já foi consumada, sendo distinguida em Portugal com um Globo de Ouro e o Prémio Carlos Paredes.











