
Quem conquista o troféu do Mundial’2026?
A detentora do título Argentina, campeã em 1978, 1986 e 2022, e a Espanha, vencedor em 2010, disputam, hoje, uma inédita final do Mundial de futebol de 2026, cuja 23.ª edição fecha em East Rutherford, nos Estados Unidos.
Os campeões europeus em título conseguiram a primeira vaga no jogo decisivo, ao ganharem à favorita França por 2-0, enquanto os vencedores das duas últimas edições da Copa América garantiram a segunda ao baterem a Inglaterra por 2-1, com reviravolta. A Espanha empatou o primeiro jogo, com Cabo Verde (0-0) e, depois, venceu os restantes seis, nunca precisando de mais do que 90 minutos, enquanto o conjunto sul-americano ganhou os sete encontros disputados, mas dois com recurso a prolongamento. Ainda assim, penou para ultrapassar Portugal (1-0), nos oitavos de final, e a Bélgica (2-1), nos “quartos”, vencendo em ambas as ocasiões com golos “tardios” do suplente Mikel Merino, aos 90+1 e 88 minutos, respetivamente.
Por seu lado, a Argentina sofreu em todos os jogos a eliminar: estava empatada 2-2 com Cabo Verde após 110 minutos, nos 16 avos de final, perdia por 2-0 com o Egito aos 78, nos “oitavos”, empatava 1-1 com a Suíça aos 111, nos “quartos”, e perdia por 1-0 com a Inglaterra aos 84, nas meias-finais.
Os dois percursos distintos “desaguaram”, porém, na final, que será apenas a segunda dos espanhóis, que, em 2010, na primeira, bateram os Países Baixos por 1-0, após prolongamento, graças a um golo de Andrés Iniesta, aos 113 minutos. Já os argentinos vão para a sétima final - só a Alemanha tem mais (oito) -, em busca de repetir 1978 (3-1 após prolongamento aos Países Baixos), 1986 (3-2 à RFA) e 2022 (3-3 após prolongamento e 4-2 nos penáltis com a França).
A formação “albi-celeste” tem também três derrotas em finais, uma com o Uruguai (2-4, em Montevideu), em 1930, e duas com os germânicos, em 1990 (0-1) e em 2024 (0-1 após prolongamento). Se inclinar o balanço das finais a seu favor, a Argentina torna-se a terceira seleção a revalidar o cetro, depois de Itália (1934 e 1938) e Brasil (1958 e 1962), enquanto a Espanha pode repetir o feito da Alemanha, que, em 2014, foi a única seleção europeia a vencer na América.
Individualmente, o argentino Lionel Messi é a figura incontornável, pelo seu passado espanhol, no Barcelona, e porque, aos 39 anos, feitos em 24 de junho, está a fazer um Mundial incrível, com oito golos e quatro assistências, e vai igualar as três finais do brasileiro Cafú (1994, 1998 e 2002). A Espanha tem como principal figura o “miúdo” Lamine Yamal, que, aos 19 anos, completados em 13 de julho, já veste a camisola 10 que era de Messi no “Barça”.
A inédita final da 23.ª edição do Mundial de futebol está marcada para as 15 horas locais (20 horas em Portugal continental), no Estádio MetLife, em East Rutherford, com arbitragem do esloveno Slavko Vincic.











