
«Santa Joana não pode ser apenas território de passagem»
A futura via Aveiro-Águeda, o Parque Urbano, a habitação e o cemitério são alguns dos temas que merecem especial atenção de Óscar Branco, o novo presidente da Junta de Freguesia de Santa Joana.
Diário de Aveiro: De que forma o futuro eixo viário Aveiro-Águeda terá impacto em Santa Joana?
Óscar Branco: Terá um impacto muito significativo. Santa Joana será uma das freguesias mais diretamente abrangidas por este investimento, desde logo pelas novas acessibilidades que passarão a existir de e para a cidade de Aveiro. Paralelamente a este eixo viário, está também previsto o desenvolvimento do Parque Urbano de Santa Joana, que será uma infraestrutura de grande relevância para a freguesia e para o concelho. A nova via secundária associada a este projeto terá igualmente um papel importante na organização da mobilidade local. De forma resumida, esta obra pode representar uma oportunidade para retirar tráfego de algumas vias interiores, melhorar a mobilidade e valorizar Santa Joana. Mas uma intervenção desta dimensão deve ser acompanhada com rigor. Santa Joana não pode ser apenas território de passagem. É fundamental garantir que o projeto respeita a vida das populações, protege habitações, assegura bons acessos locais e acautela matérias como ruído, segurança rodoviária, mobilidade pedonal e impacto ambiental.
São necessárias muitas expropriações na freguesia? Acompanha a situação com preocupação?
Tendo em conta que o traçado atravessa a freguesia, existirão naturalmente situações de expropriação. Algumas serão de resolução mais simples, outras poderão exigir maior acompanhamento e sensibilidade. Sempre que tenho conhecimento dessas situações, procuro acompanhar da melhor forma possível, defendendo que se encontrem soluções justas e equilibradas, evitando litígios desnecessários que possam prejudicar as pessoas e atrasar a obra. A junta de freguesia acompanha o processo com atenção e preocupação, sobretudo pelo impacto que pode ter na vida das famílias e dos proprietários abrangidos. A nossa posição é clara: tudo o que puder ser feito para reduzir impactos deve ser feito. As pessoas de Santa Joana têm direito a informação clara, atempada e transparente, e devem ser devidamente respeitadas em todo o processo.
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