
Miguel Vieira luta contra um novo cancro
«Quero agradecer, do fundo do coração, as manifestações de carinho que tenho recebido. Aos meus amigos, corpo clínico, parceiros e clientes: saber que gostam de mim e que estão a torcer por mim é o melhor combustível», diz Miguel Vieira, em comunicado divulgado esta semana nas redes sociais, confidenciando: «Acho que não “merecia” ter o terceiro cancro, mas se Deus mo deu, é porque sabe que vou superá-lo».
Após ter feito recentemente uma cirurgia no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto para remover um tumor maligno no pulmão esquerdo, o estilista de São João da Madeira refere estar «bem e focado em voltar a 100%». «Muito em breve estarei de novo no meu atelier e no vosso convívio», acrescenta. A operação acabou por ser complexa, implicando a remoção de metade do pulmão. No entanto, e «apesar de ser um procedimento tecnicamente exigente, a equipa médica, liderada pelo Dr. Gonçalo Paupério, sublinhou que o processo foi facilitado pela excelente condição física do designer».
Ainda no comunicado, Miguel Vieira fez questão de partilhar um dos momentos mais marcantes da sua vida, anterior à operação. Imagine-se que dois dias antes de ser internado, o estilista sanjoanense apresentou a sua mais recente coleção no Portugal Fashion, escondendo de quase todos a nova batalha que estava prestes a travar. «Nos bastidores, o segredo era partilhado por muito poucos. Quando o criador entrou na passarela, no final do desfile, disfarçando as dores profundas, foi recebido por uma ovação de pé espontânea e calorosa», revela a nota informativa, na qual Miguel Vieira não esconde que o que viveu naquela ocasião lhe deu a força necessária para enfrentar a cirurgia: «Foi uma emoção muito, muito forte. Um núcleo muito fechado de pessoas presentes já sabia o que eu ia enfrentar 48 horas depois. Ver o público em pé, a bater palmas daquela forma, deu-me o ânimo e a força mental que eu precisava para enfrentar todo este processo. Foi inesquecível».
Apesar de continuar a recuperar das dores próprias do pós-operatório, Miguel Vieira mostra-se otimista, acreditando que «receba alta hospitalar em breve».
Miguel Vieira teve o primeiro cancro aos 16 anos e outro já em adulto.











