
Câmara de Coimbra quer atualização da taxa turística para dois euros
A Câmara de Coimbra vai votar na segunda-feira uma proposta de atualização da taxa municipal turística de um para dois euros, justificando a decisão com os custos diretos e indiretos da autarquia na atividade turística.
A proposta do executivo, liderado pela coligação Avançar Coimbra (PS/Livre/PAN), a que agência Lusa teve acesso, será discutida na reunião de segunda-feira, numa decisão que é explicada com o objetivo de compensar parcialmente os encargos suportados pela autarquia face ao aumento da pressão da atividade turística nas infraestruturas do concelho.
A taxa municipal turística foi criada em 2022 pelo anterior executivo, liderado pela coligação Juntos Somos Coimbra (PSD/CDS-PP/Nós, Cidadãos!/RIR/Aliança/Volt/PPM), numa decisão que na altura mereceu o voto contra dos vereadores do PS e a abstenção da CDU.
Para a proposta de atualização do valor da taxa turística, os serviços municipais consideraram os gastos do município diretamente relacionados com a atividade de turismo, extraídos do relatório de gestão do ano de 2025, acrescentando ainda os gastos indiretos relacionados com essa mesma atividade.
Para isso, a Câmara de Coimbra calculou o valor da população turística (rácio entre número de dormidas turísticas por ano e o total de dormidas por ano da população residente e turística), chegando a 1,34%, pode ler-se nos documentos que sustentam a proposta.
Esse valor foi multiplicado pelos gastos indiretamente relacionados com a atividade turística (cerca de 37 milhões de euros), que perfaz um valor de custos indiretos que podem ser imputados aos visitantes de 2,4 milhões de euros (ME).
Juntando a esse valor os custos diretos com o turismo em 2025 (1,9 ME), apurou-se que o custo por dormida de cada turista é de 3,49 euros.
A atualização para dois euros “não repercute integralmente esse valor nos visitantes”, mantendo-se “uma diferença significativa entre o encargo municipal estimado e o montante a cobrar, o que preserva uma margem de incentivo económico municipal e evita uma aproximação automática ao custo total calculado”, sublinha o documento.











