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Pai de criança diabética quer angariar fundos para investigação da doença

O pai vai participar na Maratona de Chicago, onde vai apelar à contribuição da comunidade

O pai de uma criança diabética vai realizar uma campanha de angariação de fundos destinados à investigação da doença, participando na Maratona de Chicago, onde vai apelar à contribuição da comunidade, foi hoje anunciado.
Segundo a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), a campanha intitulada "Diabeat – Bet I'll Beat It!" (Diabeat – Aposto que vou vencer!) vai ser realizada pelo pai de um diabético, que vai participar na Maratona de Chicago, “convidando a comunidade a contribuir para esta causa”.
Frederico Catalão, “triatleta amador desde 2023”, tem um filho de 8 anos com diabetes tipo 1 desde os 6 e acredita que “se cada um fizer o que está ao seu alcance pelas causas que lhe são próximas, o poder transformador é enorme”.
Já ia participar na Maratona de Chicago (11 de outubro), depois de nos últimos três anos ter feito alguns triatlos Ironman e maratonas, tendo decidido associar a prova a uma angariação de fundos, para isso criou um espaço na plataforma de “crowdfunding” GoFundMe para recolher os donativos e até à altura da corrida irá partilhar a sua jornada de treinos.
"Desafia-me com o teu donativo! Com o teu apoio e a minha energia vamos ajudar a melhorar a vida dos outros", apela Frederico Catalão.
Raquel Coelho, coordenadora médica do Departamento de Crianças e Jovens da APDP considera que "iniciativas como esta são fundamentais para o trabalho” que a associação desenvolve “há décadas para melhorar a vida das pessoas com diabetes em Portugal”.
“O gesto solidário do Frederico, ao associar um desafio pessoal tão exigente como a Maratona de Chicago a uma causa coletiva, é um exemplo inspirador de como cada um de nós pode contribuir para o desenvolvimento de mais e melhor investigação", adianta, citada no comunicado.
Os projetos de investigação da APDP, a associação de pessoas com diabetes mais antiga do mundo, criada em 1926 e com mais de 28 mil associados, são, segundo a instituição, “essenciais para melhorar o diagnóstico, o acompanhamento e o tratamento” da doença.
Além do financiamento próprio que tem para investir, a associação estabelece parcerias com entidades externas e candidata-se a fundos e projetos de financiamento nacionais e internacionais.
“Existem, neste momento, várias investigações científicas em curso. Na área da pediatria, em particular, o foco está na deteção precoce da diabetes tipo 1, através da identificação de marcadores específicos que permitem acompanhar crianças e jovens em fase pré-sintomática”, refere Raquel Coelho.
“Este tipo de investigação é fundamental, porque quanto mais cedo conseguirmos identificar e monitorizar a doença, maior é a capacidade de intervir a tempo e melhorar a qualidade de vida destas crianças, jovens e suas famílias”, acrescenta.
A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune. O sistema imunitário ataca e destrói células que produzem insulina, obrigando o doente a medicar-se com esta hormona.
No caso da do tipo 2, a mais comum, existe uma resistência à insulina e, apesar da grande importância da genética, crê-se que o crescente aumento de doentes se deve principalmente ao sedentarismo e a uma alimentação com calorias em excesso.

Julho 16, 2026 . 18:55

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