
Variante à EN222 em Castelo de Paiva vai custar 71ME e tem prazo de execução de 900 dias
A construção da variante à Estrada Nacional (EN) 222/A32 (nó de Canedo/Serrinha), em Castelo de Paiva, no distrito de Aveiro, vai custar 71 milhões de euros e tem um prazo de execução de 900 dias, foi hoje anunciado.
A informação foi avançada pelo presidente da Infraestruturas de Portugal (IP), Paulo Carmona, durante a cerimónia de assinatura do auto de consignação da obra, que contou com a presença do primeiro-ministro e do ministro das Infraestruturas e da Habitação.
Paulo Carmona explicou que a estrada, com uma extensão de 10 quilómetros que irá ligar a EN 222 – A32/IC2 (nó de Canedo/Serrinha), vem resolver um constrangimento antigo deste território, adiantando que se trata da concretização de uma prioridade com reflexo direto na vida das pessoas e na atividade económica.
“Esta obra tem impacto na mobilidade e no desenvolvimento económico regional, garante uma ligação mais rápida e segura à A32/IC2, melhora o acesso à área de localização empresarial de Lavagueiras, reforçando a atividade das empresas e a atratividade do território, beneficia igualmente as populações, traduzindo o duplo impacto económico e social que justifica este investimento”, disse.
Paulo Carmona referiu que o investimento será assegurado pelo Governo sem recurso a fundos europeus.
Segundo o presidente da IP, a nova estrada terá uma faixa de rodagem com duas vias, bermas adequadas ao tráfego previsto e vias para veículos lentos em mais de metade do traçado.
“É uma intervenção exigente pela sua extensão e complexidade técnica”, afirmou o responsável, adiantando que está previsto um conjunto significativo de viadutos e pontes, com destaque para a ponte sobre o rio Inha, com cerca de 350 metros.
Na mesma ocasião, o presidente da Câmara de Castelo de Paiva, Ricardo Cardoso, agradeceu ao primeiro-ministro a decisão de transformar uma reivindicação de décadas numa obra de extrema importância para a população local.
O autarca disse olhar para este dia como o início de um novo ciclo para Castelo de Paiva, prometendo trabalhar para que esta variante seja recordada não apenas como a estrada que aproximou Castelo de Paiva do litoral, mas como a grande porta de entrada de um novo ciclo de desenvolvimento, prosperidade e esperança para o concelho.
Também o presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, Amadeu Albergaria, realçou a importância desta obra para o nordeste do seu concelho se assumir como um importante interface de mobilidade rodoviária, reforçando o seu posicionamento no município como “grande polo agregador da Área Metropolitana do Porto sul”.











