
Mobilidade entre as maiores fragilidades do concelho de Oliveira de Azeméis
«Todos ligados», pode ler-se no exterior da carrinha cuja chave foi entregue a Manuel Albino, presidente da junta de Pindelo, freguesia onde, como o próprio fez notar, «a oferta de transportes públicos é reduzida».. E, de facto, desde ontem, todas as freguesias do concelho de Oliveira de Azeméis (que, agora, depois da desagregação da União das Freguesias de Nogueira do Cravo e Pindelo, são 13 no total) estão “ligadas” pelo Transporte Flexível, um projeto de proximidade da autarquia oliveirense que disponibiliza carrinhas de nove lugares para colmatar aquela que, no entender do autarca oliveirense, «é uma das nossas maiores fragilidades» - leia-se mobilidade.
Recorde-se que este projeto camarário, levado a cabo em parceria com as juntas de freguesia (JF), pretende aumentar a mobilidade dos oliveirenses de uma forma mais pessoal e personalizada, complementando as outras formas de transporte público já existentes e servindo de apoio às populações, sobretudo as mais vulneráveis, colmatando as suas dificuldades a nível da mobilidade.
«Resposta complementar» aos transportes públicos
Esta última sexta-feira, ao final da manhã, Joaquim Jorge deslocou-se a Pindelo para - como disse aos jornalistas - «repor a justiça e a normalidade, [porque] em resultado do processo de agregação de freguesias Pindelo tinha ficado sem viatura». E, ao mesmo tempo, também para, precisamente, «contribuir para assegurar uma resposta [a nível da mobilidade] que é absolutamente fundamental para a população».
«É evidente que temos o serviço público de transportes a ser assegurado pelos transportes metropolitanos», referiu o edil, prosseguindo: «No entanto, percebemos que a realidade do nosso território, a nossa orografia, a nossa dispersão territorial, exige que tenhamos respostas complementares. E esta é uma resposta complementar que tem de ser encarada como um primeiro passo, um passo que, tendo sucesso, importa aprofundar, porque esta é uma das respostas mais importantes que a nossa população pode ter para assegurar as pendularidades que precisa, não só no interior do nosso território, mas também para fora do concelho»
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