
Argentina enfrenta Suíça, Halland contra Kane no último dia dos “quartos”
A campeã Argentina, única seleção fora da Europa em prova, defronta hoje a Suíça, num último dia dos quartos de final do Mundial’2026 de futebol, que arranca com o embate entre o inglês Harry Kane e o norueguês Erling Haaland.
Em Miami Gardens, nos Estados Unidos, a partir das 17 horas locais (22 horas em Portugal continental), a Inglaterra vai tentar manter-se na corrida a um título que lhe foge há 70 anos, desde 1966, perante uma Noruega que nunca tinha chegado tão longe.
Os ingleses chegam aos quartos de final pela 11.ª vez, depois de dois triunfos muito difíceis a eliminar, perante a República Democrática do Congo (2-1) e o coanfitrião México (3-2), jogando com dez jogadores desde os 53 minutos, por expulsão de Jarell Quansah. Nas dez anteriores, os ingleses só seguiram três vezes para as “meias”, em 1966, 1990 e 2018, caindo em 1954, 1962, 1970, 1986, 2002, 2006 e 2022.
Para conseguir ultrapassar mais uma ronda, a Inglaterra conta com a inspiração de Harry Kane, autor de seis golos - três dos quais, mais uma assistência, a eliminar -, menos um do que Erling Haaland, que está a fazer um incrível primeiro Mundial. O jogador de 25 anos “bisou” com Iraque (4-1) e Senegal (3-2), antes de descansar frente à França (1-4), na fase de grupos, somou um golo, aos 86 minutos, diante da Costa do Marfim (2-1), nos “16 avos”, e fez novo “bis” frente ao Brasil (2-1) nos “oitavos”.
Feitas as contas, o jogador do Manchester City soma sete tentos em quatro jogos e, pela seleção da Noruega, contabiliza números “irreais”: 62 golos, em 54 jogos. Ao seu dispor, o selecionador Stale Solbakken tem, porém, muito mais qualidade, incluindo os benfiquistas Andres Schjelderup, autor de duas assistências no embate com o Brasil, e Fredrik Aursnes.
No fecho dos “quartos”, em Kansas City, pelas 20 horas (duas horas da madrugada deste domingo em Portugal), a detentora do troféu Argentina vai tentar evitar que a Europa assegure desde já o 13.º título, precisando para isso de superar a Suíça, que nunca chegou às meias-finais. Os sul-americanos chegam aos “quartos” depois de dois sofridos triunfos por 3-2, primeiro com Cabo Verde, que só afastaram após prolongamento, e depois frente ao Egito, num jogo que os “faraós” estiveram a vencer por 2-0 até aos 78 minutos.
Os argentinos, que têm tido em Lionel Messi a sua grande referência, com golos em todos os jogos, num total de oito, procuram a sexta presença nas meias-finais (1930, 1986, 1990, 2014 e 2022), fase em que nunca caíram. O conjunto “albi-celeste” já foi eliminado quatro vezes nos “quartos”, em 1966, 1998, 2006 e 2010, enquanto os helvéticos perderam nos três que disputaram, em 1934, 1938 e 1954, há 72 anos, quando perderam (5-7) com a Áustria.
A Suíça está invicta e atingiu os “quartos” depois de, a eliminar, superar Argélia (2-0), nos 16 avos de final, e Colômbia (4-3 nos penáltis, após 120 minutos sem golos), nos oitavos de final. Em 2014, no Brasil, argentinos e helvéticos defrontaram-se nos 2oitavos” e o triunfo foi dos sul-americanos, por 1-0, após prolongamento, com um golo do ex-benfiquista Ángel Di María, aos 118 minutos, assistido por Lionel Messi.
Nas meias-finais, os vencedores dos encontros que fecham os “quartos” encontram-se em Atlanta, nos Estados Unidos, na quarta-feira, pelas 15 horas locais (20 horas em Portugal continental). A primeira realiza-se na próxima terça-feira, entre a vice-campeã em título França, “carrasca” de Marrocos (2-0), e a Espanha, que bateu ontem a Bélgica, por 2-1.











