
Inteligência Artificial impulsiona a modernização do campo português
A tecnologia está a redefinir a agricultura portuguesa, num processo de modernização que envolve investimento público, inovação e uma fase de transição no terreno, contribuindo para práticas mais eficientes, sustentáveis e produtivas. Este movimento faz parte de uma transformação mais ampla de digitalização do setor primário, na qual a agricultura se torna cada vez mais dependente de ferramentas digitais e sistemas inteligentes que melhoram a gestão e a produção agrícola.
Neste contexto, a Inteligência Artificial (IA) tem vindo a desempenhar um papel cada vez mais relevante na modernização da agricultura em Portugal. Segundo José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura, «a IA permite, por exemplo, que a análise de dados recolhidos por drones identifique áreas das culturas com doenças, possibilitando a posterior pulverização localizada». Esta tecnologia facilita «detetar com precisão as zonas afetadas e atuar de forma mais eficiente», concluiu.
A realidade tecnológica atual no setor agrícola
A IA é «um dos motores da adoção tecnológica em Portugal», afirmou José Martino, agrónomo e professor com 40 anos de experiência nas áreas da agricultura, silvicultura e pesca, com intervenção em projetos de investimento, contas de cultura e atividade, organização da produção, planeamento estratégico agrícola e desenvolvimento rural, sobretudo nas regiões Norte e Centro. Segundo o especialista, os «robôs de ordenha são um exemplo disso, tendo surgido como resposta à escassez de mão de obra e revelando-se fundamentais para a competitividade do setor». Isto porque «a ordenha exige pelo menos duas operações diárias, todos os dias do ano, sendo a automação robótica uma solução eficaz em contextos de falta de recursos humanos».
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