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BE defende proteção civil “mais profissionalizada” e elogia MAI

José Manuel Pureza defendeu um comando “firme e esclarecido”, mas pediu “coragem para repensar, agora,” a proteção civil em Portugal

O coordenador do Bloco de Esquerda (BE) elogiou hoje o ministro da Administração Interna pela determinação e rapidez no pedido de ajuda à Europa e pediu coragem para repensar a proteção civil, que deve ser mais profissionalizada.
“É preciso que haja comando firme e, desse ponto de vista, vejo com simpatia a determinação do ministro da Administração Interna [Luís Neves] que desencadeou o pedido de acionamento do mecanismo europeu de proteção civil no segundo dia dos incêndios, quando lá atrás, as suas antecessoras, tinham demorado imenso tempo e com resultados trágicos”, afirmou José Manuel Pureza.
Em declarações à agência Lusa, à margem da visita à Sementeira, semana cultural organizada pelo BE de Viseu, José Manuel Pureza defendeu um comando “firme e esclarecido”, mas pediu “coragem para repensar, agora,” a proteção civil em Portugal.
“Temos um mecanismo que tem uma base profissional muito escassa e não é um serviço público, é um serviço que recorre muito ao voluntariado e isso é estimável – e deve ser acarinhado e bem tratado – mas precisamos de um mecanismo de proteção civil profissionalizado”, defendeu.
E essa profissionalização, acrescentou José Manuel pureza, passa por “investimento e visão estratégica e não está a ser feito” em Portugal.
“Não podemos, enquanto país, compreender é porque é que há uma sistemática falha nos serviços de comunicação de emergência e no dispositivo que deve combater os incêndios. Como também falha, e acima de tudo falha, todo um conjunto de trabalhos de prevenção a cargo de entidades públicas e também, naturalmente, dos privados”, indicou.
E, acrescentou, “tudo isso falha todos os anos e cada vez a severidade dos incêndios, e das tempestades, é maior e mais frequente”.
O incêndio em Vouzela, no distrito de Viseu, teve início pelas 03:04 de quinta-feira e foi dado como dominado às 12:40 de domingo, tendo chegado aos concelhos vizinhos de Oliveira de Frades e Tondela, também distrito de Viseu, e Águeda, distrito de Aveiro.
Este ano, foi o maior incêndio registado, consumindo mais de 15 mil hectares, e chegou a mobilizar mais de mil operacionais entre os quais os meios enviados pela Europa.

 

Julho 8, 2026 . 19:04

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