
Reacendimentos no fogo de Vouzela não dão tréguas aos bombeiros
Os reacendimentos no incêndio que se iniciou em Vouzela às 03:04 de quinta-feira continuam a ser uma preocupação e a não darem tréguas aos bombeiros, disse à Lusa o comandante da corporação daquele concelho.
“O fogo está dominado, mas continuamos a ter muitas reativações, porque o perímetro é muito grande. Estamos atentos a todas elas”, disse à Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Vouzela, Francisco Lima.
O responsável reafirmou que a situação está “mais calma” e o vento não sopra com intensidade, mas o número de reacendimentos é elevado dada a extensão da área ardida, pelo que os bombeiros não descansam para impedir a progressão de novos focos de incêndio.
O incêndio, que começou em Tourelhe, freguesia de Cambra, propagou-se depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro, estava dominado às 12:40.
Pelas 17:20, a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) na internet indicava que estavam 1.155 operacionais no terreno, apoiados por 383 veículos e cinco meios aéreos.
Segundo a Proteção Civil, na sexta-feira, registaram-se dois feridos graves. Um homem de 55 anos com queimaduras de segundo e terceiro grau, ao tentar apagar o fogo, e um outro de 34 anos sofreu um traumatismo craniano grave ao cair de uma carrinha particular que transportava água para combater o incêndio.
Há também três vítimas ligeiras a registar, dois bombeiros voluntários, devido ao fumo nos olhos, um da corporação de São Pedro do Sul e outra da de Vouzela. E ainda um civil de Águeda com queimaduras.
Na sexta-feira, este incêndio destrui totalmente uma fábrica em Vouzela de componentes de madeira, produtora de biomassa para produção de energia.












