
«A noite foi violenta por todo o lado» depois do fogo entrar em Águeda»
As chamas avançavam e eram travadas pelos bombeiros, ao final da manhã desta sexta-feira em zona florestal de Castanheiro do Vouga, entre outros locais, no município de Águeda, atingidos pelo incêndio proveniente de Vouzela, na madrugada de ontem, enquanto o dia de hoje será mais quente podendo chegar aos 40 graus e, em Vouzela 41, segundo as previsões do IPMA.
Ao longo do dia de ontem aumentaram as preocupações, atingindo Vouzela com mais violência, no distrito vizinho de Viseu e Águeda, aqui por via das projeções de material incandescente.
As últimas horas foram de uma preocupação acrescida, devido à possibilidade de mudanças no vento com consequências a favor da evolução das chamas e aumento da temperatura, como acontecerá em todo o país
Ventos de leste e temperaturas altas são os principais receios de Jorge Almeida, presidente da Câmara de Águeda, como transmitiu ontem ao Diário de Aveiro.
A meio da manhã de ontem dizia que «a situação estava mais calma, mas a noite foi mais violenta em todo o lado», ateando matos e árvores nos limites da zona do centro da cidade, ameaçando e cercando casas, estradas e unidades industriais, atingindo uma de produtos inox, além de anexos e casas devolutas, além da interrupção da circulação ferroviária na Linha do Vouga.
Fogo a 6,6 Km/hora
Na linha do tempo, o autarca descreve o período entre as 22 horas de quinta-feira e as 4.30 horas de ontem, em que o fogo «avançou 40 Km em seis horas», atravessando dezenas de localidades e aldeias» chegando à cidade, mas sem evacuações ou desalojados .
Face a esta rápida evolução, às altas temperaturas e ventos fortes foi ativado, às 00.30 horas de ontem o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, num combate com meios terrestres e aéreos, envolvendo centenas de operacionais.
Com registo de um ferido, numa habitação com queimaduras, o incêndio mobilizou serviços municipais que procederam à desobstrução das vias afetadas, removendo árvores, postes e outros obstáculos que ficaram espalhados pelas estrada».
Vento conduz o fogo
Em Castanheira de Pera, os populares, assistiam ou apoiavam os bombeiros a protegerem as casas. Ana Henriques acompanhava, preocupada, o combate ao incêndio que tinha chegado à aldeia, mas nas horas anteriores, como disse ao Diário de Aveiro, já tinha passado por Rio Côvo e Giesteira. As chamas atravessaram outros locais em Águeda depois de entrar no município por Macieira de Alcoba. A seguir passou pelo Préstimo, Castanheira do Vouga, Massadas, Alcafaz, Sernada e Vale do Lobo com várias frentes de fogo. Por aqui havia dificuldades nas comunicações, milhares de hectares de floresta destruída e acessos cortadas. O cenário era bem diferente em zonas mais afastadas do interior e aldeias serranas de Águeda. Mais próximo do litoral não se registavam fogos relevantes mas era bem visível, a vários quilómetros de distância, uma grande coluna de fumo











