
«O nosso foco é sermos reconhecidos como um bom clube de formação»
Após mais de 20 anos afastado dos pavilhões para se dedicar à carreira profissional, Celso Ferreira está de regresso ao basquetebol pela porta do GiCA (Ginásio Clube de Águeda). O regresso do antigo treinador do Gafanha e do Galitos, clube onde também foi coordenador da formação, foi motivado por questões familiares - o início do percurso do seu filho nos sub/6 do clube -, mas rapidamente se transformou num compromisso de longo prazo em que o objetivo passa por reestruturar a formação do clube. Com os olhos postos no futuro, Celso Ferreira assumiu o cargo de Coordenador Desportivo do GiCA e a liderança do ambicioso Projeto 2032. Este plano estratégico de seis anos visa harmonizar o ensino do basquetebol desde o minibasquete até ao escalão sénior, modernizar os métodos pedagógicos e combater a fuga de talentos locais. Celso Ferreira propõe um modelo focado na evolução sustentada do atleta, sendo o seu objetivo levar o GiCA a tornar-se um clube de referência na formação de atletas e treinadores.
Diário de Aveiro: Após tantos anos afastado da modalidade, o que é que o levou a regressar?
Celso Ferreira: A decisão do meu afastamento foi pessoal. Como ensinamos no basquetebol, devemos dedicar-nos e ter compromisso, fazendo o melhor que conseguimos. Eu, nestes anos, dediquei-me à minha carreira profissional. Entretanto, fui pai e o meu filho, João Pedro, começou a jogar basquetebol esta época nos sub/6 do GiCA. O treinador dele, o Pedro Leal, com quem partilho os mesmos valores, convidou-me a estar presente nos treinos de sábado. Falei nessa possibilidade em casa, à minha esposa, Sandra, que, sabendo da minha paixão pelo basquetebol e associada à presença na vida desportiva do João Pedro, incentivou-me a regressar. Aqui estou… feliz.
No papel será o Coordenador Desportivo, mas, na prática, qual será a sua função na estrutura do GiCA?
Quando o presidente Hélder, e os dirigentes da secção, o Sérgio e o Francisco, me convidaram para ajudar o GiCA disse que aceitava se coordenasse a implementação de um projeto de 5 a 6 anos com o objetivo de interligar o trabalho a desenvolver nos escalões de formação. Assim nasceu o Projeto 2032 do GiCA.
Em que consiste esse projeto?
Consiste em definir as etapas de formação de jogadores de basquetebol de sub/6 a sénior de forma harmoniosa, sem saltar etapas e ensinado o que os jovens devem aprender na sua idade, servindo de orientação aos treinadores do clube, que são os principais responsáveis pela formação dos jogadores.
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