
Corisco promove concerto na Igreja das Carmelitas
Depois de dois meses de ensaios, o coro Corisco, com sede na OMA - Oficina de Música de Aveiro, protagoniza amanhã um concerto na Igreja das Carmelitas e com a presença de dois músicos «excecionais»: Paco Nabarro e Alice Boavista.
Será num registo mais intimista que o coro regido por Patrícia Costa irá interpretar um «repertório voltado para acompanhamento harmónico, neste caso a guitarra de Paco Nabarro. Queremos explorar o som do coro na mistura com a guitarra acústica, e uma ou outra percussão», avançou a maestrina ao Diário de Aveiro, acrescentando ainda que «também cantaremos à “cappella” e podem contar com “Águas de Março” (Tom Jobim) e “Um contra o outro” (Deolinda)». As peças serão introduzidas e comentadas por si, «para que a plateia possa entrar mais no espetáculo» e vivê-lo na sua plenitude.
Relativamente à presença dos dois músicos convidados, Patrícia Costa explica que «quis aproveitar o Paco (que está prestes a defender o mestrado na Universidade de Aveiro) enquanto está em Aveiro». Por outro lado, «sempre gostei muito da junção de vozes e guitarra, pela delicadeza do seu som», acrescentando que «todo o meu trabalho é no sentido de fazer o Corisco passar por experiências sonoras diferentes. Essa diversificação, e num momento em que, paralelamente, nos preparamos para mais um concurso, pode trazer outra dimensão na compreensão das harmonias do que vamos cantar».
Já a colaboração com a Alice Boavista «é uma sorte», admite. «Prestes a lançar um novo trabalho autoral (na segunda-feira) e comprometida com outros registos, que vão de ópera a gravações, perguntei se estaria em Aveiro para este concerto. Afinal, a sua enorme musicalidade e competência já é do conhecimento de muitos e é muito requisitada».
A seu ver, tanto Paco quanto Alice «são excelentes músicos e afinamos não só os instrumentos (o meu instrumento é o Corisco, naturalmente) como também no humor, na visão do mundo e no interesse por determinado repertório», considerando a sua participação uma real aprendizagem para os cantores e cantoras do Corisco. «Observá-los no ensaio e perceber os resultados impulsiona-
-nos a querer fazer cada vez melhor. Temos muita sorte por podermos realizar o concerto neste formato e que será único». Único porque conta com a peça “Amarantina” tocada por Alice Boavista, mas também porque «teremos a honra de estrear um arranjo da própria Alice, feito para o Corisco. A música é de Alice e Paco. Adoro apresentar algo inédito, principalmente quando vem de jovens músicos de muito bom gosto».
E porque a vida é feita de ciclos, em outubro, o Corisco ruma para mais um festival internacional, o 6th International Beira Interior Choir Festival and Competition, no Fundão, onde tudo começou, em 2024. «Estamos muito emocionados de voltar lá e teremos, neste concerto, o “batismo” dos Trovões e das Auroras (grupos masculino e feminino, respetivamente, descendentes do Corisco). Eles participarão pela primeira vez no festival, na categoria não competitiva, enquanto que o Corisco estará nas competições, nas categorias Folclore e Modern», partilhou a regente, enaltecendo, ainda, o apoio incondicional e de sempre que a OMA dá a este projeto musical e sem o qual tudo seria muito mais difícil.










