
“Ponte Sobre Mim”, o novo livro de Fábio Barbosa sobre as “caminhadas” interiores
Fábio Barbosa vai lançar “Ponte Sobre Mim” - cujas ilustrações também são da sua autoria -, uma obra reflexiva que explora a travessia emocional entre o passado e o presente, focada na autodescoberta e na construção de pontes interiores. O autor já terminou uma trilogia de romances [aguarda pela sua publicação] focada no medo, demonstrando que a sua escrita é um processo contínuo de observação e transformação pessoal. “Ponte Sobre Mim” é, assim, a sua segunda obra publicada, depois de “Provas de um Amor”.
Natural de Mafamude, em Vila Nova de Gaia, e criado em Amarante, Fábio Barbosa, de 40 anos, reside em Aveiro [atualmente em Santa Joana] há 18 anos.
Diário de Aveiro: No próximo sábado vai lançar o seu segundo livro, intitulado “Ponte Sobre Mim”. Como descreve esta obra?
Fábio Barbosa: “Ponte Sobre Mim” é um livro sobre travessias. Sobre aquelas que fazemos entre quem fomos e quem somos, entre as nossas feridas e a forma como aprendemos a viver com elas. Embora tenha uma forte componente poética, não o vejo apenas como um livro de poesia. Vejo-o como um conjunto de reflexões, emoções, memórias e perguntas que fui colocando a mim próprio ao longo do tempo. Cada texto representa uma etapa dessa caminhada interior. O título resume bem a essência da obra: por vezes passamos a vida a construir pontes para chegar aos outros e esquecemo-nos de construir uma ponte para chegar a nós mesmos. Este livro nasce dessa tentativa de encontro.
Este novo livro não deixa de ser um convite, nas suas palavras, «a olhar para dentro, atravessar o vazio e encontrar, no fim, a própria verdade». No final das 74 páginas, conseguiu encontrar a sua verdade, ou essa meta está longe de ser alcançada?
Penso que a verdade não é um lugar onde se chega, mas um caminho que se percorre. Se escrevi este livro à procura de respostas, terminei-o com melhores perguntas. Encontrei algumas verdades sobre mim, sem dúvida. Descobri medos, fragilidades, forças e contradições que talvez antes observasse apenas à distância. Mas também percebi que o ser humano está em permanente construção. A verdade não é uma fotografia; é um movimento. Por isso, não considero que tenha alcançado uma meta. Considero antes que este livro representa um ponto de passagem numa viagem que continua. Talvez a maior verdade que encontrei tenha sido precisamente essa: a de que nunca estamos totalmente concluídos.
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