
Roberto Martínez quer uma seleção melhor e que aprenda com os erros
Roberto Martínez afirmou que Portugal tem de aprender com os erros que cometeu no primeiro jogo do Mundial’2026 de futebol e melhorar na partida frente ao Uzbequistão, garantindo que o grupo está blindado às críticas. «Temos de analisar e fazer autocrítica sobre o que fizemos bem e o que não conseguimos executar, porque não chegámos ao último terço. Foi tempo de limpar o sentimento de raiva e tristeza, porque não atingimos o resultado que queríamos. Estamos com o foco total, o trabalho foi bom e queremos melhorar o que não fizemos bem no primeiro jogo», disse em conferência de imprensa, realizada já esta madrugada no Estádio NRG, em Houston.
O treinador espanhol, de 52 anos, salientou que Portugal tem de crescer nos momentos difíceis, garantindo que o grupo está ainda mais unido, apesar de não ter gostado, em especial, dos últimos 25 minutos da primeira parte do jogo com a República Democrática do Congo. »No primeiro jogo, os primeiros 20 minutos foram muito bons, o importante é perceber o que aconteceu a seguir, os últimos 25 minutos foram muito maus. Melhorámos depois do intervalo, mas o jogo foi o que foi. O Uzbequistão é diferente, com uma estrutura defensiva muito boa e temos de encontrar os espaços e saber o que fazer com bola», apontou Roberto Martínez.
O técnico abordou depois o «barulho» em redor da seleção portuguesa, referindo que as críticas fazem parte desde o primeiro dia que chegou ao cargo. «Desde o primeiro dia em Portugal, não tive um dia sem barulho, mas esta é uma equipa experiente, focada e responsável. No Mundial, há muito barulho, faz parte. O foco no balneário é mostrar responsabilidade, atitude e melhorar para estar prontos. Estamos focados, muito fortes e com grupo mais unido. O barulho não entra no balneário”, assinalou.
Martínez explicou que num Mundial existem momentos difíceis para todas as equipas e que muitas vezes são os detalhes e pormenores a decidir o vencedor, assinalando que o importante é procurar a consistência. «Os jogadores portugueses são incríveis, com muito talento e compromisso. Querem ganhar pelo compromisso, porque adoram vestir a camisola e por todo o trabalho feito. Chegámos ao Mundial com objetivos claros e são os mesmos, num processo com muita exigência, pelos adversários e por todas as condicionantes deste Mundial, em que não há jogos fáceis. Nos últimos dias crescemos muito e isso é muito positivo», garantiu.
O selecionador falou também sobre o capitão Cristiano Ronaldo, que voltou a considerar um exemplo, tal como o restante grupo de capitães, composto por Bernardo Silva, Rúben Dias, Bruno Fernandes, Rúben Neves e João Cancelo. «Somos uma equipa que queremos ter bola e estar em cima para recuperar a bola. Para isso necessitas de ter um jogador que abre espaços no último momento e Cristiano é o melhor para isso. Tem esse movimento de criar espaço, de finalizar, é a última peça do nosso modelo de jogo», concluiu.
Depois do empate na estreia com a República Democrática do Congo (1-1), Portugal defronta, hoje, o Uzbequistão, em jogo da segunda jornada do Grupo K, com início às 18 horas em Portugal continental, novamente no Estádio NRG, em Houston, e com arbitragem do marroquino Jalad Jayed.












