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Junho marcado por prémios e estreias

Músico aveirense foi distinguido na Alemanha, Canadá e Roménia e estreia criações musicais em Roma e Barcelos

O mês de junho está a ser de “ou­ro” para Gerson Batista. O cria­dor aveirense acaba de ser premiado em três países – Canadá, Alemanha e Roménia –, pouco depois de ter visto uma das suas obras mais “mirabolantes” estrear numa das salas de espectáculo mais emblemáticas da Europa, o Auditorium Parco della Musica Ennio Morricone, em Roma. A primeira distinção chegou de Toronto, onde a sua peça “Superimposable” (para flauta, guitarra, pia­no, percussão e eletrónica) venceu a Phantomnesis, entre centenas de candidaturas de todo o mundo e depois de três rondas de decisões muito renhidas. A obra terá produção e publicação já em agosto de 2026.

Quase em simultâneo, “Twilight of the Gods” (Crepúsculo dos Deuses) valeu a Gerson Batista o 2.º Prémio no Musikwerkstatt Siegburg Music A­ward for Choral Music International Composition Competition, na Alemanha. O júri avaliou cerca de 300 obras de 19 países e classificou o processo como «bastante complicado, devido ao elevado número de peças de extrema qualidade», avançou o músico, mas a composição do aveirense «marcou pela diferença». Outro pódio foi conquistado na Roménia, na 6.ª edição do George Ște­phă­nescu International Composition Competition, com “Cântecul Mamei” (Canção da Mãe), para piano e soprano, onde o compositor conquistou o 2.º Prémio. Com letra de Gerson Batista, a obra impressiona pelo tom intimista.

De Roma para os palcos portugueses

Há duas semanas, o nome de Gerson Batista ecoou no Auditorium Parco della Musica Ennio Morricone, na Accademia Nazionale di Santa Cecilia, em Roma, onde a peça “Hyperobject” foi estreada. A obra vencera o 1.º Prémio no Piero Farulli International Composition Competition, com um júri composto por Giorgio Battistelli, Cristina Susak, Claudio Ambrosini, Daniel Rivera e Lucia Ronchetti. «Sem dúvida, uma das minhas criações mais mirabolantes e arrojadas, tocadas numa das minhas salas de sonho», comentou o compositor, que já viu a peça publicada pela histórica editora italiana Ricordi UMP.

Agora, o criador aveirense prepara o regresso aos palcos nacionais. A ópera distópica “Pigmalião”, apresentada recentemente no Teatro Aveirense, ganha nova produção e sobe ao palco do Teatro Variedades, no Parque Mayer, em Lisboa, dias 17, 18, 19 e 20 de setembro. O espetáculo contará com novos coros, novos músicos e incluirá excertos inéditos. Logo a seguir, começa a circular a sua mais recente ópera “O Abismo do Desejo”, uma adaptação do romance “Confissão de Lúcio”, de Mário de Sá Carneiro, com produção da Ópera Norte e direção de António Salgado e Jorge Correia. A obra será feita em salas de espectáculo de todo o país, contando, também, com passagem na Casa da Cultura de Ílhavo.«Está a ser um ano cheio de surpresas, e parte delas ainda estão por chegar”, afirma.

Além das estreias internacionais e das óperas, o criador aveirense, que acumula já cerca de 60 prémios internacionais de composição e uma prática artística que cruza música, palavra, artes plásticas e multimédia, vai orientar, este verão, uma série de workshops e dirigir peças suas na Escola Alemã do Porto, num percurso que continua a desafiar fronteiras.

Junho 22, 2026 . 09:45

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