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Centro Social de Fermedo, Escariz e Mato inaugurou a sua ERPI

IPSS do ocidente de Arouca reforça a sua «missão», com a Estrutura Residencial para Pessoas Idosas, juntando a nova valência, para 40 residentes, às três que funcionam desde 2013

O Centro Social e Cultural de Fermedo, Escariz e Mato cumpriu, ontem, uma «ambição» e mais um passo para a sua «missão» de servir as populações das freguesias de Fermedo, de Escariz e de São Miguel do Ma­to, localizadas no ocidente do concelho de Arou­ca, com a i­nauguração formal da sua ERPI – Estrutura Residencial pa­ra Pessoas Idosas, que vai acolher 40 residentes.
Fernanda Oliveira, a presidente da direção, sublinhou que a nova valência representa «uma passo fundamental» para complementar uma ação social que visa apoiar «as pessoas em situação de maior vulnerabilidade», em especial os cidadãos seniores e quem está «em elevados níveis de dependência».
A dirigente realçou a filosofia que presidirá a esta ERPI: «ser um verdadeiro prolongamento dos lares» de quem nela vai residir. Vincou, ainda, que também estará «de portas abertas» para as famílias e para a comunidade», realçando que «o combate à solidão» é tarefa que extravasa o domínio institucional.
Com nota de que os membros de órgãos sociais e as 30 funcionárias têm «remado todos para o mesmo lado», fez questão de acentuar que esta edificação só foi possível devido a «um esforço coletivo notável», assinalando e agradecendo os contributos da Câmara Municipal de Arouca, das três juntas de freguesia, dos sócios do Centro Social e dos beneméritos e anónimos que têm dito “presente” quando solicitados a apoiar este projeto humanista.
A construção da Estrutura Residencial para Pessoas Idosas representa um investimento de 2,4 milhões de euros, com comparticipações públicas de 1,1 milhões. Seguem-se os passos administrativos para que os residentes possam entrar pelas suas portas, o que – a correr bem – deverá acontecer no mês de agosto.
Margarida Belém, a presiden­te da câmara, acentuou que a verdadeira obra começou com a inauguração, a partir da qual a valência «ganha vida e senti­do», com o assumir da sua função de acolher e proteger os seniores que nela se instalarão.
A autarca realçou que, nestes tempos de tecnologia omnipresente e em que «falta tempo até para cuidar, lugares como este são faróis de humanidade e portos de abrigo», sinalizando um serviço feito de «respeito pe­la dignidade humana, em ca­da espaço e em cada gesto».
Assinalando que a ambição da IPSS da zona poente do concelho «foi transformada em projeto sólido», não poupou nos elogios ao Centro Social e Cultural: «é um exemplo notável de perseverança e de compromisso com o bem comum».
Considerou que «é uma referência no apoio às famílias e no reforço da coesão social do território», e louvou «o trabalho incansável dos corpos sociais», assim como «a união e generosidade da comunidade» local.
Disse, ainda, ser «fundamental» que, no concelho de Arouca, se mantenha «o investimento em respostas sociais fortes e humanizadas».
O diretor da Segurança Social de Aveiro, José Licínio Pimenta, recente no cargo, fez «questão» de vir ao ato inaugural, porque, «cada vez que nasce uma resposta social, o que está em cau­sa são pessoas concretas», enumerando os idosos a precisar de cuidados, mas também as suas famílias e as respetivas comunidades.
Salientou que «o valor maior» de uma ERPI «mede-se na tranquilidade de uma filha que sabe ter o pai bem cuidado» e, no geral, na tranquilidade das famílias. Avisou que «o desenvolvimento de um território também se mede pela forma como cuida dos seus idosos». Dirigindo-se à direção do Centro Social, considerou que uma obra como a ontem inaugurada «nasce da visão, persistência e capacidade de mobilizar vontades». Acrescentando que a missão da Segurança Social, que inclui «acompanhamento, fiscalização e exigência», também passa por «compreender necessidades, aproximar parceiros e ajudar a transformar projetos em respostas sociais concretas».

Junho 22, 2026 . 09:30

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