
Oposição aponta falhas no planeamento financeiro
Os partidos da oposição acusam a maioria PSD/CDS, à qual recentemente se juntou o Chega, de falhas no planeamento financeiro para o atual mandato. Com a segunda revisão do orçamento em debate, Livre, Iniciativa Liberal (IL) e PS apontaram deficiências na projeção e execução de várias empreitadas municipais, como a construção da nova Escola Homem Cristo e do pavilhão-oficina ou da ampliação do Conservatório de Música.
«A revisão não é meramente um expediente técnico mas demonstra falta de planeamento e uma gestão assente em previsões irrealistas», acusou João Paixão, do Livre, temendo que os «erros de cálculo» comprometam financiamento obtidos para obras municipais.
«O orçamento que votámos no final de janeiro não antecipou com precisão suficiente a realidade da execução», alertou Cláudia Rocha, da IL, para quem «não basta inscrever investimento no orçamento, é preciso que os valores plurianuais correspondam a calendários realistas e projetos maduros».
Pelo PS, Fernando Nogueira dirigiu um conjunto de perguntas ao executivo de Luís Souto sobre mecanismos de financiamento de projetos municipais ou sobre os novos concursos públicos com os preços revistos em alta. «As respostas não comprometem segredos de governação. Não se percebe a falta de informação», estranhou, pedindo um «diálogo político em que consigamos entender o que a Câmara pensa e faz».
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