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Museus são uma opção extra nestes dias festivos

Indústrias da chapelaria e do calçado têm a memória preservada e dialogam com o presente e o futuro. Arte moderna e arte bruta estão patentes no Centro de Arte Oliva

Em tempo de festas, uma ida a São João da Madeira pode ser enriquecida com visitas aos museus da cidade. Desde logo ao Museu da Chapelaria, que, «mais do que um local de exposição, assume-se «um centro vivo de investigação, partilha e reflexão sobre a indústria chapeleira e o seu impacto social e cultural». Preserva a memória coletiva e inspira novas gerações para o saber-fazer e a inovação.

Além da exposição permanente, tem patente, até ao dia 27 de setembro deste ano, uma exposição de Saar Snoek - escultora e pintora oriunda dos Países Baixos, cujas criações em feltro são obras de arte usáveis -, de chapéus a esculturas orgânicas que evocam a natureza e a sua complexa relação com os seres humanos.

O Museu do Calçado, por seu lado, dá a conhecer uma indústria que moldou gerações de famílias, do esboço em papel aos acabamentos. Recria dois momentos históricos: a produção artesanal e a produção industrial através de uma unidade fabril dos anos 1980.

Nesse equipamento, «dialogam as mãos experientes do ofício e a criatividade dos novos designers; conta-se a história do calçado ao longo do tempo; e descobrem-se histórias de vidas dedicadas aos sapatos e sapatos que marcaram vidas».

Este museu nasceu dentro do antigo edifício da empresa Oli­va, bastião da metalurgia pe­sada portuguesa, que fez par­te da vida de milhares de trabalhadores, os quais, desde 1925, ajudaram a construir uma história sem paralelo, que ficará para sempre associada às máquinas de costura.

Referencie-se, ainda, o Centro de Arte Oliva, um local para o contacto, conhecimento e interpretação das artes visuais dos séculos XX e XXI.

Saliente-se que é a única instituição do país a trabalhar regularmente com arte contemporânea e arte bruta/”outsider”. No desenvolvimento da sua missão, parte do entendimento que «a arte é um campo complexo e desafiante, em permanente revisão e expansão», pelo que a sua programação «assenta sobre exposições e projetos que possam criar novas interpretações às histórias da arte em construção».

Através da sua atividade estruturada nos projetos de exposição, programa educativo e iniciativas colaborativas, procura «tornar vital, acessível e participada a relação de todos com as artes».

Alberga, desde a sua fundação, duas coleções particulares, em regime de depósito a longo prazo.

Por um lado, a Coleção de Arte Moderna e Contemporânea Norlinda e José Lima, que incorpora cerca de 1.200 obras de arte, da autoria de 250 artistas portugueses e cerca de outros tantos internacionais.

^Por outro, a Coleção de Arte Bruta/Outsider Treger/Saint Silvestre integra perto de 1.500 obras, criadas por cerca de 350 autores de distintas nacionalidades europeias, africanas, a­mericanas e asiáticas.

Ambas as coleções são resultado de 40 anos de colecionismo ininterrupto e, «embora sejam bastante distintas na sua orientação», partilham, segun­do a instituição, «uma rele­vância ímpar no panorama nacional».

Junho 18, 2026 . 14:30

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