
Rostos e memórias do Batalhão de Infantaria na comemoração da Portugalidade
A memória e a Portugalidade foram convidadas de honra, na apresentação, ontem realizada, do “Livro de Memórias das vivências militares - Batalhão de Infantaria de Aveiro: Sempre’ Sentinela do Vouga”.
Com coordenação de Angelino Sousa Fernandes, antigo “soldado sentinela do Vouga”, a obra, como salientou José António Christo, diretor do Museu de Aveiro/Santa Joana, que a apresentou no antigo quartel, hoje sede do Comando Territorial de Aveiro da GNR, evoca «pessoas» que fizeram parte da unidade e, nela, traçaram um percurso na cidade e região de Aveiro. «Celebrar Portugal é também reconhecer o valor das histórias discretas», sublinhou, realçando que «os testemunhos na primeira pessoa», dados por homens que serviram no Batalhão de Infantaria de Aveiro (BIA), «não é história fria», mas «história contada».
Falou, ainda, na «defesa acérrima de valores», enunciando «o rigor, a lealdade, a entreajuda e o amor à pátria», vincando que os antigos militares levaram para as suas vidas privadas e, muitas vezes, comunitárias, esse «legado» bebido no «serviço» prestado ao país.
O livro baseia-se em textos e fotos que participantes nos reencontros de ex-militares mandaram para Angelino Sousa Fernandes, dando conta das memórias e dos sentimentos que lhes ficaram do cumprimento do dever no Batalhão. Como tinha dito ao Diário de Aveiro, foi mais longe, inscrevendo outros dados históricos e personalidades ligados à unidade e à comunidade aveirense.
Descrito por José António Christo como um cidadão «dedicado à gestão cultural e à mediação associativa», que assumiu, «com generosidade, um trabalho persistente», o coordenador da obra avançou para o projeto por pretender que, das reuniões de antigos camaradas de armas e amigos, ficasse um substrato cultural.
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