
Águeda evoca catástrofe ocorrida há 40 anos em que morreram 16 pessoas
“Águeda está marcada na pele por essa catástrofe e não podemos esquecer o que aconteceu”, afirmou o presidente da Câmara de Águeda, Jorge Almeida, justificando a homenagem às vítimas que decorrerá domingo, pelas 10 horas, em Castanheira do Vouga.
A tragédia está descrita numa reconstituição publicada em livro por Xavier Viegas, da Universidade de Coimbra, relatando as circunstâncias em que, a 14 de junho de 1986, morreram, em Avelal, 13 elementos dos bombeiros de Águeda e de Anadia, e três civis que iam tentar socorrer familiares.
Sete bombeiros e um popular sobreviveram ao passar três horas no rio Águeda, enquanto outra pessoa se salvou no interior de um veículo.
A evocação dessa tragédia é também pretexto para uma “instalação imersiva,” que pode ser vista no Largo António Breda, em Águeda, numa experiência sensorial e pedagógica sobre o impacto do fogo.
“A Última Floresta”, assim se designa a exposição, visa sensibilizar a população para os impactos dos incêndios florestais, e para a necessidade de uma mudança de atitudes.
“A esmagadora maioria dos fogos florestais nasce por ação humana”, lembra Jorge Almeida, acrescentando que, na maior parte dos casos, não se trata de atos criminosos, mas de “falta de cuidado, desleixo e alguma insensibilidade”.
O autarca deixa o apelo: “é importante que as pessoas passem aqui, que se afrontem, que vejam, que sintam e, sobretudo, que isso leve a uma reflexão e, quem nos dera, a uma alteração nos comportamentos”.











