Última Hora
Pub

Festival Rádio Faneca criou uma forte ligação à comunidade ilhavense

Evento prossegue hoje e amanhã, com uma programação comunitária que vai da cultura popular à cultura erudita. Destaque para o projeto “Casa Aberta”, as “Histórias nos Becos”, o concerto de Sérgio Godinho e a Orquestra do Mar

«Não há bacalhau nas nossas águas», fez notar a menina, contudo embrenhada na história, contada num beco do Centro Histórico de Ílhavo, que tinha por fio condutor a busca pela «Sorte de Ílhavo», na pes­ca do “fiel amigo” nas águas da ria ou em outras paragens.

Rubrica na 13.ª edição do Fes­tival Rádio Faneca, que decorre até amanhã, no centro da cidade, ten­do a Sorte por temática, as “Histórias nos Becos” convidam ao envolvimento da comunidade. E esta «forte ligação» marcou, na manhã de ontem, a abertura do evento.

Prevendo «uma edição especial»,o presidente da câmara, Rui Dias, sublinhou a importância da «cumplicidade» estabelecida, inclusive com os comerciantes. Deu conta de que foi endereçado convite para que a população local participe em «ações que atravessam» o coração da cidade, integradas numa «programação fantástica», que vai da cultura erudita à popular».

Hugo Pequeno, diretor de programação do projeto 23 Milhas, considerou «muito comovente» a forma como os ilhavenses abrem as portas de suas casas, as suas varandas para «pequenos concertos» e – talvez mais importante – as suas memórias e sentimentos.

Em conversa na rádio do festival (103.9 FM), foi destacado o projeto “Casa Aberta”, que regressa com a orientação da dramaturga, atriz e programadora Teresa Coutinho, a qual fez um trabalho de pesquisa e criação sobre superstições, amuletos e histórias em dez casas, lojas e vizinhos, que se juntaram no Centro Histórico e que, hoje, às 18.30 horas, com ponto de encontro na Casa da Cultura, acolhem desconhecidos para jantar e para lhes oferecer uma performance.

A dramaturga testemunhou o quão enriquecedor foi «entrar» na vidas dessas pessoas, na sua maioria mulheres, em momentos que deram origem a longas conversas, nas quais aconteceu a partilha de memórias e se trilhou um caminho entre a fé, a superstição e a sorte, com regresso a um modo de vida de outras eras.

Teresa Coutinho sublinhou que decidiu «fixar no tempo» esses testemunhos de trajetos e vivências, dando conta que os rituais, as mezinhas e as emoções que colheu foram passados a textos, para que perdurem.

Para continuar a ler este artigo

Se ainda não é
nosso assinante:
Assine agora
Se já é nosso
assinante:
Inicie sessão
Junho 6, 2026 . 08:45

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Seguir
Receba notificações sobre
0 Comentários
Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
94 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right