
Uma obra para «iluminar» a condição humana
«A medicina é uma maneira de estar e de ser» e, por isso, os médicos fazem «um juramento» no início da carreira, do qual não se podem desligar, sublinhou Vítor Coutinho, na apresentação do seu livro “O Renascimento do Médico Humanista”, que se realizou ontem, no anfiteatro Helena Nazaré da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA).
Médico de Medicina Geral e Familiar e professor universitário, nomeadamente no Departamento de Ciências Médicas (DCM) da UA, sublinhou que é necessário regressar a um «Humanismo de afetos», expresso «no olhar e no cuidar», aconselhando a que os clínicos tenham «mais tempo» para os seus doentes. Defendeu consultas de uma hora e não apenas de 15 minutos.
«O livro tenta ser um poema, um olhar, uma viagem, melodia, história de vida e um projeto», definiu, com nota de que tem a ambição de «tentar iluminar a condição humana».
A obra baseia-se em sete dezenas de crónicas publicadas no Diário de Aveiro, entre 2020 e 2024, com os textos iniciais a serem decorrentes das consequências pessoais - testemunhou que «a mão de Deus na equipa» médica que o tratou lhe salvou a vida - e do isolamento e solidão que a COVID-
-19 impôs à sociedade.
Disse que o conjunto de crónicas pode ser entendido como partindo «do Eu para o Nós», abordando não apenas a Medicina, mas também a Ciência, a Literatura e a Filosofia.
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