
Duas rodas são um setor onde «não dá para descansar»
A ABIMOTA - Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens e Mobiliário, com sede em Águeda, celebrou 50 anos em 2025. Na sua primeira entrevista, David Macário, secretário-geral desde maio, explica que instituição encontrou e quais os desafios do setor das duas rodas, que tem uma forte tradição na região de Aveiro.
Diário de Aveiro: Na última década dedicou-se ao setor têxtil. Como tem sido a transição para o setor das duas rodas?
David Macário: É verdade que nos últimos dez anos trabalhei essencialmente no setor têxtil. Mas, antes disso, também já tinha trabalhado no setor petrolífero, nomeadamente no desenvolvimento de eletrónica, que é a minha formação base, e tinha estado ligado a uma indústria metalomecânica. Como é que estou a encarar esta transição? Estou a adorar a experiência. Esta oportunidade no setor das duas rodas partiu de um desafio que tive por parte da direção da ABIMOTA e toca em áreas de que gosto e que são muito importantes para mim, mesmo do ponto de vista da engenharia. É um setor que se modernizou muito nos últimos anos e, atualmente, já incorpora muita tecnologia, quer do ponto de vista da produção, quer do ponto de vista do desenvolvimento do produto. Portanto, é um desafio grande, estou a aprender muita coisa nova, mas estou a sentir-me muito apoiado e com muito boa recetividade por parte dos parceiros industriais.
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