
«Eu quero ver a modalidade tornar-se profissional»
Crispim Rodrigues nasceu em Santa Maria da Feira, mas, aos cinco anos, foi viver com a família para a Venezuela, país onde nunca deixou de jogar basebol. Regressou a Portugal há 30 anos, mas, tal como o seu sotaque espanhol, a paixão pela modalidade manteve-se inalterável. Hoje, como presidente do Rivers Estarreja Basebol Clube, clube fundado no dia 3 de dezembro de 2019, e como um dos principais mentores da nova Associação de Basebol do Norte, é um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento da modalidade na região de Aveiro e no próprio país.
Diário de Aveiro: Com surgiu a ideia de fundar o Rivers?
Crispim Rodrigues: Em 2016, houve uma quantidade muito grande de emigrantes que regressaram a Portugal e Estarreja, como eu costumo dizer, é o concelho mais venezuelano do país. Entretanto, surgiram dois amigos que vieram ter comigo com a ideia de criar um clube de basebol, que é o desporto-rei na Venezuela. Houve algum impasse, surgiu a COVID-19 e, por isso, o Rivers “nasce” apenas em 2019. Os dois primeiros anos não correram muito bem e o presidente da altura acabou por renunciar. Isto requer muito dinheiro e é preciso alguém credível para conseguir apoios, porque não basta o dinheiro da Câmara Municipal de Estarreja, que tem sido impecável, é preciso mais. Basta dizer que participar num campeonato nacional ronda os 13/14 mil euros! Eu era um dos vice-presidentes e pediram-me para assumir a presidência e já vou no meu quarto ano de mandato.
O que é que mudou com a sua entrada na presidência?
Começámos logo a jogar. Saíram jogadores, entraram outros e hoje posso dizer que tenho uma equipa “profissional”. Desde que assumi a direção, dei uma “reviravolta” ao clube.
Para continuar a ler este artigo
nosso assinante:
assinante:










