
PS critica salário de vereador com apenas um pelouro
Câmara O salário mensal de 5.108,26 euros, atribuído ao vereador recentemente designado a tempo inteiro na Câmara de Aveiro, Diogo Machado, do Chega, encontra-se sob críticas da comissão política concelhia de Aveiro do PS.
Em comunicado, os socialistas, na oposição no executivo camarário, comparam Diogo Machado com um pelouro (Proteção Civil e Interlocução com as Corporações de Bombeiros) e os restantes vereadores, também a tempo inteiro, com o mesmo salário, dois deles com quatro pelouros e um com três pelouros. Feitas as contas, segundo os socialistas, «a remuneração de um vereador a tempo inteiro corresponde a 80 por cento da remuneração do Presidente da Câmara Municipal: 3.348,80 euros + Despesas de Representação: 669,76 euros + subsídio de alimentação: 6,15 euros/dia + 954,40 euros de contribuições para a Segurança Social, Taxa Social Única de 23,75 por cento, paga pela entidade patronal».
Este comunicado sucede a uma intervenção anterior do PS, que criticou o processo de escolha das pessoas e instituições que receberam medalhas no Dia da Cidade, no feriado municipal do passado dia 12.
Outros meios de comunicação referiram-se a um comunicado difundido pelo Chega, na passada quinta-feira, que responde à posição dos socialistas sobre as distinções honoríficas, mas sem que tivesse chegado ao Diário de Aveiro. Ainda sobre o pelouro atribuído a Diogo Machado, «ou serão dois: Proteção Civil e Proteção do PSD?», questionam os socialistas, que ainda comentam: «colaborar com o executivo, votando favoravelmente as suas propostas, não tendo pelouros ou tendo um pelouro a meio tempo, seria uma fraca demonstração de amor… Como diz o nosso povo, “com amor se paga, com amor se recebe”».
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