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«Este mandato é um compromisso com uma forma diferente de governar», garante Rui Cruz

Em entrevista, o presidente da Câmara Municipal de Vagos partilha as prioridades do executivo para este mandato e diz-se apostado em «devolver à câmara a confiança de quem com ela trabalha»

Liderar o executivo municipal de Vagos era já uma tarefa conhecida de Rui Cruz quando, em outubro do ano passado, foi eleito presidente. Nas últimas autárquicas, o edil voltou a ocupar o cargo que havia sido seu entre 2001 e 2013. Para este mandato, o autarca quer serviços municipais mais «ágeis» e suprir as lacunas do município ao nível da rede viária e da educação e na área da saúde. Recusando a ideia de que existe austeridade no concelho, o autarca quer uma estrutura financeira «mais equilibrada» e apostar na redução da dívida e do prazo médio de pagamentos. Em entrevista ao Diário de Avei­ro, o edil vaguense fala ainda dos projetos para a cultura, turismo e a reabilitação do Palacete Visconde de Valdemouro.

Diário de Aveiro: Olhando para as medidas que colocou em prática desde a sua pos­se, como a subida do IMI e outras, é acertado dizer que o município de Vagos vive sob um programa de austeridade financeira?
Rui Cruz: Não. Não há austeridade em Vagos, há responsabilidade. O município praticava as taxas mais baixas da região de Aveiro e isso não era sustentável nem justo para quem cum­pre. As três medidas que tomámos para reequilibrar as contas correntes são adequadas, proporcionais e têm um im­pacto reduzido na esmagadora maioria das famílias vaguenses. Sabemos que cada ajustamento exige esforço e por isso o assumimos com trans­parência: os sacrifícios são partilhados por todos, sem exceções, e serão acompanhados por medidas de alívio - designadamente reduções e isenções de taxas e tarifas que beneficiarão comerciantes, empresários e, de forma direta, as famílias. Importa esclarecer uma confusão recorrente: o aumento da taxa de IMI decidido pela assembleia municipal não se confunde com a atualização do valor patrimonial tributário dos prédios urbanos, que depende exclusivamente do Governo e da Autoridade Tributária. O impacto da medida municipal é significativamente inferior ao que mui­tos proprietários estão a sentir por força des­sa reavaliação nacional - sobre a qual a câmara não tem qualquer competência. Há uma certeza que orienta toda a nos­sa ação: a autarquia está obrigada a cumprir a lei, a seguir as recomendações da IGF [Inspeção-Geral de Finanças] e da DGAL [Direção-Geral das Autarquias Locais] e a pagar a tem­po e horas aos seus fornecedores e empreiteiros. É esse o caminho que nos devolve credibilidade e, com ela, capacidade de investir mais e melhor no concelho.

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Maio 22, 2026 . 09:00

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