
Empresários têm de apanhar o comboio da inovação
O investimento em inovação será determinante para pôr Portugal em convergência com uma União Europeia (UE) em processo de «reindustrialização» induzida pela aposta nas novas tecnologias, em especial na Inteligência Artificial (IA), e os empresários devem chegar-se «ao debate das prioridades estratégicas» nesse domínio.
Fernando Alexandre, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, foi ontem à Vista Alegre, em Ílhavo, onde participou nas comemorações dos 60 anos da Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA), sublinhar que terá, mesmo de haver, uma colaboração e uma interação próximas entre o mundo universitário e dos centros de investigação e o mundo empresarial, com – vincou – ambos os campos a terem de «mudar» filosofias e processos.
«A soberania da Europa é questão crítica», avisou, reafirmando que a UE está determinada em recuperar competitividade industrial face aos gigantes americano e chinês, elencando «a investigação e a inovação » como armas inevitáveis nessa guerra.
Realçou a reforma lançada pelo governo da AD, que “meteu” aquelas duas áreas numa só agência: a Agência para a Investigação e Inovação (AI²), que será dotada de «um orçamento a cinco anos», para definir o investimento em ciência e em inovação tecnológica para o período de 2027 a 2031.
É no debate das prioridades em que investir que o governante quer que os empresários se arregimentem. Salientou que urge alinhar as políticas portugueses de desenvolvimento industrial com as políticas europeias, até porque os fundos comunitários - sublinhou - irão «para os melhores projetos», os quais deverão garantir capacidade de responder ao dinamismo industrial dos Estados Unidos da América e da China.
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