
PS diz que Luís Souto «nada mais lhe resta a não ser mentir»
O PS respondeu ao discurso do Dia da Cidade, do presidente da Câmara de Aveiro, Luís Souto, na sessão solene do feriado municipal na passada terça-feira, acusando-o de «mentir». «Na impossibilidade de evocar o facto de não ter maioria no executivo, já a construiu comprando para o governo municipal o partido Chega; na impossibilidade de evocar demoras do Tribunal de Contas na emissão de visto prévio, já foi desmentido por este órgão; nada mais lhe resta a não ser mentir. Despudoradamente. Falta de pudor é algo que lhe assiste. Em doses que podem ser letais», diz o comunicado da estrutura concelhia de Aveiro do partido.
Os socialistas criticam partes do discurso de Luís Souto, como a que se refere, embora sem fazer, diretamente, alusão ao PS, a «lutas de forças contrárias que tudo têm apostado no bloqueio, no adiamento, na conflitualidade e na letargia». Aliás, feitas as contas, o PS «votou contra quatro em 255 propostas, apresentadas até ao dia 28 de abril de 2026 (ao executivo camarário)».
A estrutura, liderada por Paula Urbano, vereadora do Executivo da Câmara, desmente que o PS faça «um permanente esforço de desacreditação de pessoas, instituições e serviços públicos, prejudicando o município por interesses partidários de ocasião (…) nem precisaríamos de o fazer. O presidente da câmara desacredita-se a si mesmo, assim como à instituição que representa». Sobre prejuízos para a Câmara, «advêm da sua governação» (de Luís Souto).
O PS acusa Luís Souto de «lançar discursos polarizadores assentes na sua perceção da realidade» e «surpreendeu ao apresentar como inovação projetos que são de continuidade, pois foram iniciados pelo executivo precedente. Critica-o, ainda, por considerar que o «controlo democrático» «ser, no seu conceito de democracia, uma ou outra chamada de atenção, por parte da oposição, sem nunca solicitar esclarecimentos ou pressupor capacidade de resposta do todo-poderoso presidente que sonhou ser», liderando uma governação que «não sabe conviver com o contraditório, que confunde crítica com afronta e que trata como inimigos todos os que têm uma visão diferente para o município» e «insiste em comportar-se como presidente apenas dos que o aplaudem».











