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Festival de música termina hoje com a Campus Jazz Big Band

Philip Lassiter reuniu 50 músicos em estágio intensivo

O Campus Jazz – Festival de Jazz da Universidade de Aveiro (UA), que junta concerto, estágio e atividades formativas no campus num só programa, chega hoje ao fim e o destaque vai para as 21.30 horas, no Auditório Renato Araújo, com a atuação da Campus Jazz Big Band, dirigida pelo músico norte-americano.
O concerto resulta de um estágio intensivo que reuniu cerca de 50 músicos e profissionais, num processo de trabalho coletivo desenvolvido ao longo de três dias, com orientação de Philip Lassiter.

Forte dimensão pedagógica

Segundo a organização, o concerto traduz «uma paleta sonora marcada por arranjos sofisticados, harmonias ousadas e grooves energizantes, onde se cruzam tradição e modernidade», destacando ainda que o espetáculo procura afirmar o jazz como «uma linguagem viva, aberta e em constante transformação».

O projeto teve, também, uma forte dimensão pedagógica, através de um estágio que permitiu aos participantes contacto direto com práticas profissionais de direção e performance em “big band”.

De acordo com a UA, este momento proporcionou «a interação em palco com Philip Lassiter em contexto real de performance e partilha do trabalho com o público», envolvendo igualmente estudantes da Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra.

O Campus Jazz integra também medidas de acessibilidade, como audiodescrição de espaços, sistemas de apoio a pessoas com deficiência auditiva e interpretação em Língua Gestual Portuguesa em concertos selecionados, pretendendo reforçar o compromisso do evento e da UA com a inclusão cultural.

Presença marcante

A presença de Lassiter trouxe para o campus um percurso internacional amplamente reconhecido, com colaborações com artistas como Prince, Ariana Grande e Jill Scott, bem como atuações em festivais como North Sea Jazz, Montreux Jazz Festival e Ronnie Scott’s Jazz Club.

A programação de hoje inclui, ainda, uma “jam session” conduzida pelo quarteto de Paulo Pontes, às 22.45 horas, com o projeto “Ímpar”, que explorou composições baseadas em compassos ímpares. O músico explica que o trabalho resultou de «sete músicas com abordagens para os compassos ímpares», desenvolvidas ao longo do seu percurso musical e académico. A atuação termina com uma sessão aberta de improvisação, em que todos os músicos presentes são convidados a participar num momento de criação coletiva em palco.

Maio 14, 2026 . 08:45

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