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Parlamento recorda “uma das vozes mais emblemáticas da comunicação” em Portugal

Cândido Soares Pinto da Mota nasceu em Espinho em 28 de setembro de 1943 e faleceu a 3 de maio

A Assembleia da República aprovou hoje, por unanimidade, um voto de pesar apresentado pelo PCP pela morte do locutor Cândido Mota, que faleceu a 3 de maio, aos 82 anos.

O texto recorda que Cândido Soares Pinto da Mota nasceu em Espinho em 28 de setembro de 1943 e destaca que se “afirmou como uma das vozes mais emblemáticas da comunicação em Portugal, cruzando uma carreira de excelência na rádio e na televisão, com passagens pelo teatro e pelo cinema, com um firme compromisso de intervenção cívica e política”.

“No 25 de Abril de 1974, Cândido Mota encontrava-se nas instalações do Rádio Clube Português e durante vários dias, ao lado de colegas como Luís Filipe Costa e Joaquim Furtado, assegurou as emissões que deram conta da queda da ditadura”, realça o voto apresentado pelo PCP.

Em 1979, “alcançou grande popularidade” com o programa “O Passageiro da Noite” na Rádio Comercial e entre 1986 e 1988 “foi uma das vozes relevantes da Telefonia de Lisboa, rádio progressista onde assegurou vários programas” tendo, na década de noventa, iniciado “uma colaboração icónica com Herman José na televisão”.

“Militante do PCP, Cândido Mota tornou-se, ao logo de mais de 35 anos a voz indissociável e anfitriã do maior palco da Festa do Avante”, destacam ainda os comunistas.

No voto, o parlamento salienta que Cândido Mota “assumiu sempre a comunicação como uma ferramenta didática, informativa e formativa” e consolidou “uma imagem de coerência entre a sua atividade profissional e as suas convicções ideológicas”.

O parlamento aprovou, também por unanimidade, um voto de pesar apresentado pelo PCP pela morte do artista plástico e designer José Santa-Bárbara.

Nascido em 1936, nas Caldas da Rainha, frequentou o ensino artístico na Escola António Arroio e na Escola Superior de Belas Artes, em Lisboa.

“A sua atividade nas artes visuais foi relevante e extensa: na escultura, com várias obras públicas, com destaque para o monumento ao levantamento militar das Caldas da Rainha; na pintura, em que se destacam os seus quadros sobre o Memorial do Convento, além da participação em diversas exposições nacionais e internacionais”, destaca o texto, que refere também a sua militância no PCP desde jovem.

“Portugal perde um dos seus maiores artistas”, lamenta o parlamento, que apresenta condolências aos seus “familiares, amigos e camaradas de profissão”.

Maio 8, 2026 . 18:00

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