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Três dias de ciência e aprendizagem reúnem milhares de alunos na UA

Competições Nacionais de Ciência chegam hoje ao fim, reunindo mais de 14 mil estudantes de todo o país. Durante três dias participam em desafios científicos e experimentam o ambiente académico do ensino superior

No segundo dia das Competições Nacionais de Ciência 2026, a Universidade de Aveiro (UA) voltou a ser o centro de uma das maiores iniciativas educativas do país, reunindo milhares de estudantes no pavilhão Caixa UA, num evento que alia ciência, aprendizagem e competição num ambiente digital e interativo, e que chega hoje ao fim.

A iniciativa, organizada pela UA, no âmbito do Projeto Matemática Ensino, chega à sua 36.ª edição e envolve cerca de 14 mil alunos, desde o ensino básico ao secundário, oriundos de escolas de todo o território nacional. Ao longo de mais de três décadas, o projeto consolidou-se como uma das maiores celebrações da ciência em contexto escolar em Portugal, com mais de sete milhões de jogos já realizados na sua plataforma digital.

As competições apresentam desafios académicos para os participantes em áreas como Matemática, Português, Inglês, Física, Química, Biologia, Geologia, Ecologia, Literacia Financeira, Cidadania e Cultura Geral. O formato digital das provas procura estimular o raciocínio, a curiosidade e o gosto pelo conhecimento, combinando aprendizagem com uma componente lúdica.

Ensino superior como horizonte académico

A edição deste ano contou com a presença do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, que sublinhou a importância do contacto precoce dos jovens com o ensi­no superior. Em declarações aos jornalistas afirmou que «os alunos que temos aqui é fantástico, temos mais de 15 mil alunos envolvidos nesta que é a 36ª edição destas competições», destacando, ainda, o papel das escolas e dos professores no percurso dos estudantes. Destacou, ainda, que «é fantástico ver aqui esta sala e saber que conseguimos atingir mais de 14 mil alunos participantes».

O governante reforçou também a ideia de continuidade académica, ao afirmar que «é es­te tipo de iniciativas que ajudam a interessar-vos cada vez mais a saber coisas, a conhecer melhor o mundo e sobretudo a pensar que depois do ensino básico e secundário há mais espaços como a UA onde poderão continuar a aprender».

O reitor da UA, Paulo Jorge Ferreira, destacou o esforço organizativo necessário para acolher um evento desta dimensão, sublinhando o orgulho institucional na continuidade do projeto. Referiu que «a UA está orgulhosíssima deste esforço e deste trabalho» e valorizou o envolvimento de equipas técnicas e científicas ao longo de mais de três décadas de história das competições.

Uma das principais novidades da edição de 2026 é a introdução da competição m@r, dedicada à literacia do oceano. O coordenador do Comité Nacional para a Década do Oceano, Luís Pinheiro, explicou que a iniciativa nasceu no contexto da Década das Ciências do Oceano e superou as expectativas iniciais, ao afirmar que «pensávamos que era uma escola ou duas, mas conseguimos ter 1.200 inscritos, cerca de 680 equipas».

Prémios e incentivo ao mérito académico

Ao longo dos três dias de competição, os participantes não só testam os seus conhecimentos, como também disputam prémios que incluem computadores, tablets, smartphones e bolsas de estudo na UA para alunos do 12.º ano. Os vencedores dos 10.º e 11.º anos terão, ainda, acesso à Academia de Verão, uma experiência imersiva no ambiente académico da instituição.

O evento encerra hoje após três dias de competição intensa, antecipando-se um balanço marcado pela elevada participação estudantil, pela diversida­de de áreas científicas envolvidas e pelo reforço da ligação entre ensino básico, secundário e ensino superior, consolidando a iniciativa como uma referência nacional na promoção do conhecimento e da literacia ci­en­tífica entre os jovens. |

Abril 30, 2026 . 08:15

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