
“Conquistar o respeito de todos foi o título mais importante”
Aos 41 anos, Diogo Valente colocou um ponto final a uma carreira que começou no Beira-Mar e que teve na Académica o ponto mais alto com a conquista da Taça de Portugal, em 2012. Representar a Seleção A foi objetivo que ficou por cumprir e as amizades que criou no futebol valem mais do que qualquer golo ou assistência. Em entrevista ao Diário de Aveiro, o extremo aveirense fala do seu percurso no futebol, depois de ter representado 14 clubes - Chaves, Boavista, FC Porto, Marítimo, Leixões, Braga, Académica, Cluj (Roménia), Gil Vicente, Sanliurfaspor (Turquia), Freamunde, Oliveirense, Espinho e Salgueiros.
Terminou a carreira aos 41 anos. Já não dava para mais?
A minha vontade, sinceramente, era continuar porque sentia que tinha condições e a prova disso são os números que apresentei nos últimos anos de carreira ao nível do rendimento, mas a verdade é que foi um ano desgastante e tinha definido no princípio da época que esta seria a minha última temporada. Acreditava que era um fechar de ciclo, há cinco anos a tentar um objetivo que não foi conseguido. Este ano, as pessoas prometeram-me que ia ser um ano de grande aposta para concretizar esse meu grande desejo de levar o Salgueiros à Liga 3, mas foi um ano em que tudo correu mal. Ponderei continuar a jogar, mas a verdade é que depois do que passei no Salgueiros fazia todo o sentido terminar ali a carreira.
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